Tempo doado por médicos pode mudar vidas

Projeto Horas da Vida conta com 1.200 profissionais voluntários, em quatro estados brasileiros.

 

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Sabendo dos obstáculos que muitos brasileiros encontram para ter acesso à saúde de qualidade, o médico paulista João Paulo Ribeiro encontrou seu modo de fazer mais por essas pessoas: doar seu tempo. Em 2012, conversando com amigos que atuam na mesma área, descobriu que muitos deles também já estavam no voluntariado. Por que não articular esses profissionais e aumentar o alcance desse tipo de iniciativa? Foi assim que surgiu o Horas da Vida, organização que está presente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florianópolis, e conta com 1.200 profissionais de saúde voluntários, de 30 especialidades – entre clínica geral, pediatria, odontologia, oftalmologia e enfermagem. Juntos, eles realizam 500 atendimentos por mês. A associação também conta com voluntários de outras áreas, que integram a equipe organizadora de mutirões, e apoiadores de empresas e da sociedade civil.

A Horas da Vida é uma instituição que proporciona atendimento médico gratuito a pessoas assistidas por ONGs parceiras. Os profissionais oferecem consultas, em seus próprios consultórios ou em mutirões organizados pela Horas da Vida ou outras entidades, bem como exames laboratoriais e de imagem e distribuição de óculos, além de promover aulas e palestras.

A organização, que atende entidades como a Casa do Zezinho e a APAE de São Paulo, também trabalha em conjunto com os programas sociais ofertados por organismos como o Grupo Cultural AfroReggae, Fundação Bachiana Filarmônica, Associação Beneficente Santa Fé e a organização Saúde da Criança (que estão presentes nos quatro estados onde o projeto atua).

 

medicosOs médicos Ruben Ariano e João Paulo Ribeiro, criadores do Horas da Vida

 

Como fazer parte

 

Profissionais da saúde com interesse a se unir ao grupo devem entrar em contato com o Horas da Vida e especificar a quantidade de horas e a frequência com que podem realizar o atendimento gratuito. Não há uma quantidade mínima de tempo exigida – é possível doar desde uma hora por mês até três horas por semana.

“Não existe um perfil único de profissional. Basta ter o desejo de ajudar as pessoas que necessitam de cuidados médicos e muitas vezes não possuem condição de pagar uma consulta particular ou aguardam horas para receber atendimento em hospitais lotados. A doação pode ser oferecendo horas em seu próprio consultório, horas de palestras ou recursos financeiros”, afirma João Paulo Ribeiro.

Pessoas físicas e jurídicas também podem apoiar a organização através de doações, em dinheiro ou equipamentos e materiais de saúde. Organizações de saúde também podem firmar parcerias, como o caso do Hospital do Coração, em São Paulo, universidades e laboratórios de medicina diagnóstica.

Visite www.horasdavida.org.br e descubra como fazer parte dessa iniciativa em favor da saúde.