Em São Paulo, médicos terão suporte online para agilizar diagnósticos

Programa Telessaúde São Paulo, sistema de suporte para equipe médica, tornará diagnósticos mais rápidos e melhorará a qualidade do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS)

Ovai e vem de pacientes em hospitais e em toda a rede pública de saúde não deixa dúvida: é uma rotina frenética. Na cidade de São Paulo, existem 451 Unidades Básicas de Saúde (UBS), que, em 2014, realizaram oito milhões de atendimentos – cerca de 22 mil por dia. Nesse cenário, dar conta da demanda e acertar o diagnóstico na primeira consulta é uma tarefa e tanto. Com tempo curto e grande variedade de casos, muitas vezes o clínico responsável pelo primeiro atendimento precisa encaminhar o paciente para um segundo profissional. No final de 2014, com o propósito de tornar o diagnóstico mais rápido e eficiente e reduzir a fila de pacientes em busca de especialistas, a prefeitura paulistana lançou o Programa Telessaúde São Paulo Redes, que começa a ser implantado este ano e estará disponível em 340 pontos de atendimento até 2016. “Por meio do sistema,os médicos poderão pedir aconselhamentos e pareceres, obtendo espaço para sanar dúvidas e discutir com os consultores do programa os casos complexos”, explica Iara Alves de Camargo, coordenadora das Redes de Atenção e Áreas Temáticas da Secretaria Municipal da Saúde. “Além disso, os profissionais se sentirão seguros ao interagir com os pacientes”, pontua.

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Intercâmbio de informações

Com investimento de R$ 3 milhões, o novo programa funcionará nos moldes do Telessaúde Redes, do Governo Federal. Por meio dele, médicos e enfermeiros das UBS, Centros de Apoio Psicossocial, Supervisões de Vigilância, hospitais e prontos-socorros solicitam a um núcleo técnico-científico serviços como consultoria, diagnóstico e segunda opinião. As respostas são elaboradas em até 72 horas, mas, nas urgências, ocorrem em tempo real. O programa paulistano cobrirá todas as áreas da medicina, como cardiologia, neurologia, psiquiatria, pediatria e endocrinologia. Em prontos-socorros, hospitais e UPA, o serviço estará disponível 24 horas por dia.

 

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Iara Alves de Camargo, coordenadora das Redes de Atenção e
Áreas Temáticas da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo