IECPN: referência em neurocirurgia no país

Conheça o primeiro centro do Brasil voltado exclusivamente para o tratamento de doenças neurocirúrgicas que atende apenas pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), com técnicas inéditas na rede pública.

Imagine um neurocirurgião poder ter a certeza, por meio de um exame de alta precisão, de que retirou todo o tecido afetado por um tumor cerebral de um paciente enquanto este ainda está na mesa de cirurgia. Procedimento que vai diminuir não apenas a necessidade de sessões posteriores de radio e/ou quimioterapia como a possibilidade de novas intervenções.

Tudo isso sem custo para o paciente, em um hospital que atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Isso será realidade na sala híbrida do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, equipada com uma máquina de ressonância magnética intraoperatória de 1,5 Tesla -a primeira do Estado do Rio de Janeiro. E este é apenas um dos exemplos que confirmam a excelência da nova unidade de saúde do Estado, aberta ao público em 24 de junho de 2013 e que homenageia um neurocirurgião brasileiro reconhecido mundialmente: o Dr. Paulo Niemeyer Soares. Multiespecializado, o IECPN atende apenas doenças cerebrais com possibilidade cirúrgica. Em quatro meses de funcionamento, até 31 de outubro de 2013, já havia realizado 1.487 atendimentos ambulatoriais e 189 cirurgias, com uma média de seis por dia.

 

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Uma das salas cirúrgicas do IECPN; no detalhe, equipamento de tomografia computadorizada

O hospital do Governo do Estado do Rio tem gestão da Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, que é qualificada como uma Organização Social de Saúde (OSS). Neste contrato de gestão, como explica o diretor médico do hospital, Paulo Niemeyer Filho, é preciso atingir metas, e a do hospital hoje é realizar seis cirurgias/dia. “No ano que vem, a OSS pode simplesmente trocar o corpo médico, assim como o governo pode trocar a OSS se ela não estiver cumprindo as metas com as quais se comprometeu. Isso só é possível na gestão por organizações sociais.” E completa: “É uma gestão ágil, eficaz, motivadora. Se um aparelho quebra, em menos de 24 horas ele já está funcionando novamente. Não há aquele espírito que a gente associa a um hospital público, de lentidão, de ficar se queixando do governo. A gente aqui vem com muita motivação e temos metas a cumprir, o que também não existe na administração direta.

A ideia é que não se formem filas e que haja um número mínimo de exames que justifiquem todo o investimento que o governo fez”, afirma o diretor médico, que visitou hospitais em Baltimore e Nova York, nos Estados Unidos, para conhecer o que havia de mais moderno no setor. O investimento do Governo do Estado em obras e equipamentos de última geração foi de R$ 80 milhões, e o Ministério da Saúde irá investir anualmente R$ 45,3 milhões, valor equivalente a 50% dos gastos com a manutenção de leitos, realização de procedimentos e compra de medicamentos do chamado Complexo Hospitalar –do qual fazem parte o IECPN e o Hospital Estadual Anchieta.

 

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