Pró-Saúde é reconhecida como entidade “Amiga do Meio Ambiente”

A associação foi premiada no 8º Seminário Hospitais Saudáveis, realizado em setembro pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

 

ambiente
  • Matheus Gomes, diretor do HMMC; Luciane Madruga, diretora de Apoio Assistencial do HRPT; José Donizetti Stoque, diretor do IEC; Aguinaldo Porto Corrêa, diretor Operacional da Pró-Saúde; e Danilo Oliveira da Silva, diretor de Desenvolvimento da Pró-Saúde

 

A Pró-Saúde tem na questão ambiental um de seus pilares, aspecto amplamente conhecido por todos aqueles que trabalham na associação – das operações hospitalares aos escritórios. Agora, as medidas de sustentabilidade postas em prática pela entidade e a busca pela inovação nesse setor também foram reconhecidas pelo Prêmio Amigo do Meio Ambiente 2015, entregue em São Paulo no dia 1º de setembro, durante o 8º Seminário Hospitais Saudáveis (SHS).

Quatro hospitais administrados pela Pró-Saúde foram premiados por iniciativas originais de sustentabilidade: Instituto Estadual do Cérebro Paulo

Niemeyer (IEC), Hospital Estadual Anchieta (HEA), ambos do Rio de Janeiro, Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), em São Paulo, e Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), da cidade paraense de Altamira.

A variedade regional, aliás, dominou o evento. Para Vital de Oliveira Filho, coordenador do prêmio, esse fato representa a força da agenda da sustentabilidade na área da saúde. “Existe uma percepção no setor para que se inclua na agenda dos agentes a questão ambiental, apoiada por uma rede nacional e mesmo global de hospitais engajados na causa da sustentabilidade”, afirmou.

Iniciativas premiadas

 No Rio de Janeiro, o projeto inscrito pelo Instituto Estadual do Cérebro e pelo Hospital Estadual Anchieta, que compõem o Complexo Estadual do Cérebro, conta com uma série de ações de sustentabilidade ao longo da cadeia operacional dos hospitais, como descarte correto de pilhas e baterias, campanhas de conscientização para consumo racional da água e de energia e eliminação do uso de dispositivos com mercúrio. Além disso, os hospitais cariocas promovem palestras sobre educação ambiental, ministradas para os funcionários e para a comunidade.

Já o paulista HMMC conquistou seu lugar entre os vencedores graças ao case “Instalações Verdes”. O projeto abrange ações como uso de energia solar para aquecimento da água de torneiras e chuveiros e reutilização da água da chuva em descargas. Além disso, o hospital mantém um espaço verde no terceiro andar do prédio – a primeira edificação sustentável de Mogi das Cruzes.

Enquanto isso, o vencedor paraense é responsável pela iniciativa “Uso Racional do Sangue”. Nele, os resíduos orgânicos com hemocomponentes são segregados do restante dos materiais e descartados de maneira a mitigar seu impacto no meio ambiente. O hospital conta com duas iniciativas nesse sentido: uso racional do sangue em pediatria por aliquotagem; e segregação dos resíduos infectantes e biológicos da Agência

Transfusional em sacos vermelhos.

O sistema vai ao encontro do Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Sustentabilidade no SUS

Foram escolhidas 15 iniciativas entre os 93 projetos inscritos. O prêmio, apoiado pela Pró-Saúde e encabeçado pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, tem abrangência nacional e pretende dar destaque às principais iniciativas de sustentabilidade no setor público de saúde, especificamente no atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS). Na avaliação dos cases enviados, o comitê julgador procura por medidas que busquem, no setor público, orientar e conscientizar a população, colocando o segmento da saúde como um incentivador da causa ambiental.

O subsecretário de Saúde do Estado de São Paulo, Wilson Pollara, elogiou a articulação do setor. Aspecto reforçado, de acordo com ele, pelo projeto experimental realizado no Hospital das Clínicas de São Paulo para obtenção de energia por turbinas a gás, um método limpo e econômico. Vale lembrar que o complexo hospitalar da capital é, segundo Pollara, um dos maiores consumidores de energia do estado. “A consciência ambiental está se firmando em diversas instituições, já que esse é o único caminho para termos um planeta habitável no futuro”, disse.

Balanço do Seminário

A premiação “Amigo do Meio Ambiente” foi acompanhada no auditório do Hospital Sírio Libanês por mais de 400 pessoas – um público que reuniu representantes de hospitais, universidades e associações de saúde de diversas partes do País. O evento durou dois dias, contando com conferências, oficinas e mesas-redondas articuladas pelo tema “O desafio do setor de saúde frente às mudanças climáticas”. Crise hídrica, uso racional de energia, produção e consumo sustentável de alimentos e emissão de gases de efeito estufa por hospitais foram alguns dos temas abordados nos encontros.

O Hospital Regional do Baixo Amazonas e o Hospital Regional Público do Sudeste, ambos no Pará, e também administrados pela Pró-Saúde, são outras unidades que ganharam destaque no Seminário Hospitais Saudáveis 2015. Eles receberam uma placa comemorativa em reconhecimento aos esforços voltados para a redução dos impactos ambientais no ambiente hospitalar. A Pró-Saúde também foi agraciada com a placa, na categoria Sistema de Saúde.

Em oito anos, participaram do SHS cerca de 130 palestrantes nacionais e 25 internacionais, desenvolvendo temas em sintonia com a Rede Global de Hospitais Saudáveis e Verdes. Entre os objetivos da agenda global, estão a questão de descarte de resíduos, o uso de substâncias químicas, o consumo de água e energia e a tecnologia de construção civil.

O braço brasileiro do grupo nasceu em 2012 e já conta com 123 membros institucionais, seis sistemas de saúde que representam 145 hospitais e 600 serviços de saúde de diversos portes, além de 422 membros individuais, como profissionais da saúde e da área de meio ambiente.