Serviços de emergência alcançam 75% da população

Integrantes da Política Nacional de Atenção às Urgências, SAMU e UPA têm seus recursos multiplicados

Nos últimos anos, o Brasil aperfeiçoou os serviços de emergência públicos, firmando-se como exemplo positivo no cenário internacional. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) estão entre os principais modelos. Ambos fazem parte da Política Nacional de Atenção às Urgências, lançada em 2003. “Ela busca ampliar o acesso e acolhimento aos casos agudos demandados aos serviços de saúde em todos os pontos de atenção, contemplando a classificação de risco e a intervenção adequada e necessária aos diferentes agravos”, afirma a assessoria de comunicação 22 do Ministério da Saúde.

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SAMU de Mogi é o melhor do país

O SAMU existe desde 2006 e funciona 24 horas por dia, com equipes de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e condutores, que atendem urgências clínica, pediátrica, cirúrgica, ginecológica, obstétrica, de natureza traumática e de saúde mental. O atendimento de urgência e emergência é realizado em qualquer local: residências, locais de trabalho e vias públicas. Atualmente, o serviço possui 185 Centrais de Regulação das Urgências, com cobertura de 151,6 milhões de habitantes – número que representa 75,5% da população brasileira. A Pró-Saúde é responsável pelo SAMU de Mogi das Cruzes, município da Grande São Paulo. De acordo com o Ministério da Saúde, o serviço oferecido por essa unidade é o melhor do País.

 

UPAs da Pró-Saúde seguem protocolo internacional

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As UPAs foram criadas pelo Ministério da Saúde, em 2008, e atuam em conjunto com o SAMU. As unidades ficam abertas 24 horas, inclusive nos finais de semana, e servem como um setor intermediário entre as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e os hospitais. Essas unidades são equipadas para socorrer pessoas com problemas de depressão, febre alta, fraturas, infartos e outros casos de média complexidade, evitando que esses pacientes sejam encaminhados aos prontos-socorros, o que contribui para desafogar os hospitais. Nas UPAs, o paciente é avaliado de acordo com a classificação de risco, podendo ser liberado ou permanecer em observação por até 24 horas. A Pró-Saúde é responsável por sete UPAs em todo o País: nos estados da Bahia, do Tocantins, Paraná, Minas Gerais e de São Paulo. Para priorizar o atendimento mais urgente e/ou emergente, a entidade cumpre o Protocolo de Acolhimento e Triagem de Risco, com base nas normas do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Crescimento

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Nos últimos anos, o SAMU e as UPAs tiveram os recursos ampliados. Desde 2011, o número de veículos do SAMU cresceu 39%, passando de 2.350 unidades para 3.277. Entre os avanços recentes do programa, está a inserção, em 2014, do medicamento trombolítico para vítimas de infarto agudo do miocárdio, nas ambulâncias do SAMU. Com essa incorporação, pacientes infartados têm mais chances de sobreviver e ficar sem sequelas. Já as UPAs foram beneficiadas pelo Projeto Padrão UPA 24h, fixado pela portaria nº 342/2013. O documento aumentou em 50% os valores de incentivo para a construção de novas unidades. As UPAs de Porte 1 devem receber R$ 2,2 milhões; as de porte 2, R$ 3,1 milhões, e as de porte 3, R$ 4 milhões. O documento também definiu que os serviços de urgência da Rede de Atenção às Urgências podem receber até R$ 3,5 milhões, conforme o porte. Além disso, a portaria estabeleceu prazos rígidos para a conclusão das obras e o início de funcionamento das UPAs, que devem ser construídas com base no projeto padrão 24 do Ministério da Saúde.