Tecnologia como aliada

O IECPN conta com um parque tecnológico de última geração para garantir maior precisão no diagnóstico e eficácia no tratamento de doenças neurológicas. Conheça alguns destaques:

Sala híbrida
A quarta sala cirúrgica do IECPN será equipada com aparelho de ressonância magnética intraoperatória de 1,5 Tesla, que possibilita a realização de exames durante a cirurgia, com o paciente ainda no ato operatório. Com ele, o neurocirurgião pode confirmar se conseguiu retirar completamente a lesão cerebral antes de finalizar o procedimento. São duas salas contíguas: o equipamento fica em uma sala ao lado, separado por uma porta de correr e, quando necessário, entra na ressonância magnética por meio de um trilho.

Salas cirúrgicas inteligentes
• Contam com a tecnologia computacional de neuronavegadores para a realização de estereotaxia, uma técnica moderna da neurocirurgia que permite a localização e o acesso preciso a lesões cerebrais. Os aparelhos projetam em 3D, nos exames de ressonância magnética expostos nos monitores da sala de cirurgia, o local exato onde se encontra a lesão; • As salas também são equipadas com equipamentos de videoconferência, possibilitando o intercâmbio de conhecimento com hospitais do Brasil e de outros países; • Os médicos contam, ainda, com três câmeras: uma acoplada a um microscópio, outra que reproduz uma imagem geral da sala, e a terceira fica no foco cirúrgico para evitar sombras no local que está sendo operado.

Radiocirurgia Gamma Knife
O hospital contará com o aparelho que possui a mais avançada e confiável tecnologia disponível hoje no mundo para a realização de radiocirurgia estereotáxica, indicada nos casos de lesões cerebrais profundas. Por meio de exames de imagem, são localizadas as lesões do paciente e é feito um cálculo baseado nas coordenadas de todos os pontos da cabeça. Essas coordenadas serão usadas pela máquina para direcionar corretamente os feixes de radiação gama na região a ser tratada.

Aparelho de hemodinâmica Artis Zee
Para o tratamento de doenças vasculares, como aneurismas sem a necessidade de cirurgias, o IECPN usa o equipamento Artis Zee. Trata-se de um angiógrafo com qualidade de imagem superior, que permite diagnósticos mais precisos, além da possibilidade de gerar imagens dos vasos sanguíneos em três dimensões.

Doppler transcraniano
O IECPN possui dois aparelhos que permitem uma avaliação cerebrovascular rápida, segura e não invasiva. São usados para avaliar possíveis modificações no fluxo sanguíneo cerebral.

Microdiálise cerebral
O equipamento de microdiálise cerebral realiza monitorização cerebral e possibilita colher e avaliar –na beira do leito– substâncias (neurotransmissores) produzidas pelas células cerebrais de pacientes com aneurismas, por exemplo, em estado grave, internados em centros de terapia intensiva. Utilizando um cateter específico, o médico retira uma amostra, que é analisada imediatamente no equipamento acoplado ao leito. A análise das dosagens e as alterações desses líquidos podem nortear as intervenções terapêuticas de forma mais racional e dirigida.

Tomografia computadorizada
Para diagnósticos mais precisos, o Instituto também conta com o aparelho Somatom Emotion 16 canais, que realiza tomografia computadorizada em espiral para o corpo inteiro, com um sistema concebido para gerar ótima qualidade de imagem com a menor exposição possível à radiação.

 

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Instalações e pioneirismo

O hospital possui quatro salas cirúrgicas, com capacidade para realizar cirurgias neuronavegacionais, intervenção menos invasiva e guiada por um computador que localiza lesões profundas no cérebro. Há, também, estrutura de videoconferência, possibilitando o intercâmbio de conhecimento com hospitais do Brasil e de outros países. Dos 200 leitos previstos, os 44 em funcionamento estão nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Nove salas de ambulatório –cinco de adultos funcionamento, e a previsão é atender de 100 a 200 pessoas por dia, com a realização de seis cirurgias diárias. Completando as instalações, já existe o projeto para a construção de prédio anexo que será usado para a ampliação da internação, com área para pesquisas científicas e para o treinamento de microcirurgia.

O novo edifício também vai abrigar uma unidade de reabilitação, com fisioterapia e treinamento de familiares e pacientes com sequelas provisórias e permanentes. Além da infraestrutura e tecnologia de ponta, o Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer conta com um time que é um dos seus grandes ativos: mais de 470 funcionários e de 100 médicos, sendo em torno de 30 neurocirurgiões, mais 40 médicos na UTI, que atuam na parte de pós-operatório, e 30 no setor de epilepsia.

O IECPN abriga o primeiro Centro de Epilepsia do Estado e tem uma UTI do protocolo do Acidente Vascular Cerebral (AVC) do tipo isquêmico, considerado um grave problema de saúde pública, pois representa cerca de um terço das mortes por doenças vasculares no Brasil, principalmente entre as camadas sociais mais pobres da população e entre os mais idosos. O problema atinge cerca de 16 milhões de pessoas por ano no mundo, com 6 milhões de vítimas fatais.

Para ser atendido no IECPN, o paciente deve procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou Centro de Saúde e, se tiver diagnóstico com indicação neurocirúrgica, será encaminhado para a Secretaria de Estado de Saúde que, por meio da Central Estadual de Regulação, agendará a consulta.

Por se tratar de uma unidade especializada de referência, não há atendimento de emergência. “O que se encontra aqui não está reunido em nenhuma outra unidade de saúde. É o estado da arte na neurocirurgia. Vamos ter uma modernidade que no serviço público praticamente não existe”, finaliza Dr. Paulo Niemeyer Filho.

 

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