Unidades de Saúde da Família de Catanduva iniciam campanha de vacinação contra a gripe

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Atualmente, a população de Catanduva e de todo o País está em alerta contra a gripe H1N1, também conhecida como Influenza A. Em 2016, o município de Catanduva já registrou 44 casos de H1N1 e quatro mortes foram causadas pela doença de pacientes que moram em outras regiões, mas que procuraram tratamento na cidade e não resistiram. Por isso, as 23 equipes das Unidades de Saúde da Família (USFs), administradas pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Prefeitura de Catanduva, iniciam nesta semana uma campanha de vacinação contra a gripe. As USFs integram o Sistema Único de Saúde (SUS).

Idosos, doentes crônicos, gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos devem se vacinar. O primeiro grupo imunizado é composto por profissionais da área da saúde. A expectativa é de que ao final da campanha, em 20 de maio, Catanduva tenha vacinado 30.411 pessoas, representando 80% do total desses grupos de risco.

O município de Catanduva, e outras 67 cidades da região noroeste do Estado de São Paulo, se anteciparam e promoveram uma campanha emergencial de vacinação contra a gripe. Porém, foram utilizadas doses da vacina de 2015, mas desde a semana passada, o município de Catanduva já aplica as doses de 2016.  A vacina da gripe é atualizada todos os anos para adequá-la aos vírus circulantes na estação e sua composição é definida pela Organização Mundial da Saúde.

O médico infectologista Arlindo Schiesari Júnior ressalta que os pacientes que foram imunizados com a vacina contra a H1N1 de 2015 durante o início da campanha emergencial precisarão ser revacinados. “Quem tomou a vacina de 2015, tem que tomar a vacina de 2016, mas é preciso respeitar um intervalo de 30 dias entre as doses”, explica.

É importante destacar que a vacina contra a gripe H1N1 só não pode ser aplicada em pacientes alérgicos à proteína do ovo. Schiesari Júnior alerta que a vacina não faz a pessoa ficar gripada. “A vacina não tem vírus vivo, ela tem fragmentos de vírus e, por isso, não tem como causar a doença. A reação vacinal pode causar febre baixa e dor no local da aplicação da vacina. Mas em dois dias esses sintomas desaparecerem”, comenta.

 

Sintomas

Muitas pessoas confundem a gripe com um resfriado. Você sabe identificar as diferenças dos sintomas das duas doenças? A gripe gera febre alta, acompanhada de tosse seca, dor de garganta, dor no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Já os sintomas do resfriado são mais brandos, com febre baixa, tosse, dor muscular praticamente ausente e coriza.

A população deve ficar atenta aos sintomas da gripe, que costumam melhorar em três dias. Se os sintomas persistirem após esse período, o ideal é procurar avaliação médica nas unidades do Serviço Único de Saúde (SUS). Apenas um profissional da saúde poderá diagnosticar a doença.

O Tamiflu é o medicamento utilizado no tratamento da gripe H1N1, mas ele só pode ser prescrito por um médico. O infectologista Arlindo Schiesari Júnior ressalta os perigos do uso sem orientação médica. “Quando se faz o uso indiscriminado de medicamentos, como o Tamiflu, há o aumento da possibilidade desses vírus gerarem resistência”, disse. Em casos mais graves da H1N1, é necessário realizar a internação do paciente.

João Marcelo, médico da Saúde da Família e coordenador Médico dos Serviços de Saúde de Catanduva, administrados pela Pró-Saúde, explica como é feita a transmissão da H1N1. “O contágio da H1N1 é feito pelo contato direto, como gotículas do espirro ou da tosse, ou o contato com algum objeto que o paciente infectado utilizou”, revela.

Por isso, para evitar a transmissão da H1N1 é importante realizar a correta higienização das mãos. “O álcool gel é bactericida é o mais indicado para lavar as mãos, mas na falta dele, a pessoa pode usar água e sabão. Há os pequenos frascos que podem ser levados na bolsa”, destaca o infectologista Arlindo Schiesari Júnior. Além disso, é indicado evitar locais com aglomerações e utilizar lenços de papel ao espirrar e tossir.

Confira a relação de Unidades de Saúde da Família de Catanduva, administradas pela Pró-Saúde, onde é possível se imunizar contra a gripe. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h:

USF Dr. Athos Procópio de Oliveira – Rua Camanducaia, 200 – Jardim Imperial

USF Dr. José Pio Nogueira de Sá – Rua Guarapari, 81 – Gabriel Hernandes

USF Dra. Isabel Etturi – Rua Coroados, 100 – Parque Flamingo I e II

USF Dr. Carlos Eduardo Bauab – Avenida São Domingos, 2.370 – Theodoro Rosa Filho

USF Dr. José Ramiro Madeira – Rua Aricanduva, 457 – Conjunto Euclides

USF Dr. Armindo Mastrocola – Rua Mooca, 355 – Santa Rosa

USF Dr. Geraldo Mendonça Uchoa – Rua Bragançca, 320 – Vila Lunardelli

USF Dr. Michel Curi – Avenida Palmares, 1980 – Nosso Teto I e II

USF Dr. João Miguel Calil – Rua Araraquara, 1.000 – Santo Antônio

USF Dr. José Rocha – Avenida Caixas do Sul, 850 – Ângelo Gaviolli

USF Dr. Luiz Carlos  Figueiredo Malheiros – Rua Alvorada do Sul, 850 – Vila Engrácia

USF Dra. Gesabel Clemente Marques de La Haba – Rua Nardi Ignotti, 160 – Pedro Nechar

USF Dr. Napoleão Pellicano – Rua São Bento, 40 – Jardim Alpino

USF Dr. Milton Maguollo – Rua Lourenço. 265 – Bom Pastor

USF Dr. Sérgio da Costa Perez – Rua Bocaina, 430 – Jardim Del Rey

USF Dr. Alcione Nassori – Rua Cesar Guzzi, 100 – Solo Sagrado

USF Dr. Sérgio Banhos ­- Avenida Cruzeiro do Sul, 305 – Pachá

USF Dr. Olavo Barros – Rua Inglaterra, 724 – Monte Líbano

USF Dr. Carlos Surian – Rua das Pitangas, 330 – Nova Catanduva