Junho
DE 2005
NÚMERO 47
ANO 4
Capa | Saúde Geral | Contato

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ACREDITAÇÃO
 

Rubens J. Covello
Médico e Administrador Hospitalar

Como escolher a Certificadora

Antes de os responsáveis por uma instituição de saúde se decidirem por uma entidade certificadora, quando na busca pela Acreditação Hospitalar, é necessário ter algumas coisas bem claras. Em primeiro lugar, que a instituição de saúde esteja madura o suficiente para assumir as mudanças que irão se incorporar em seus processos operacionais e estratégicos. Ter definida a necessidade desse investimento, visando a sobrevivência e competitividade da instituição. E ter convencido toda a alta administração para essas necessidades. A partir dessas premissas, o gestor tem que resolver a escolha da Certificadora, decisão que pode definir o sucesso ou o fracasso de seu projeto de qualidade.

Como fazer? Pedir indicação para um gerente amigo, procurar em alguma famosa revista de qualidade ou definir essa escolha de maneira profissional? Lógico que depois de tanto tempo, reuniões e cafezinhos, o gestor não deve demorar a definir o parceiro. Mas deve ser cuidadoso nessa escolha. Deve lembrar-se que ele irá esmiuçar todos os processos, analisar criticamente todos os procedimentos institucionais e ser ferramenta de mudança cultural. Para orientar essa difícil escolha, o gestor tem que se basear em alguns pré-requisitos seguros. A Certificadora escolhida tem que:

- Ser independente.

- Possuir qualificação técnica do seu corpo de avaliadores suficiente para desenvolver o trabalho com agilidade e com o menor número de conflitos internos possível.

- Apresentar as não-conformidades de forma clara e objetiva para que sirvam como benefício e oportunidade de melhoria na busca da qualidade.

- Ter avaliadores experientes e da área da Saúde, para que possam agregar valor ao negócio.

- Ter corpo de avaliadores especializados para que possa haver rodízio entre eles, não viciando as auditorias e aumentando assim as oportunidades de identificação das melhorias.

- Oferecer credibilidade, agilidade e também ter uma relação custo/benefício atraente.

Considerando todos esses pontos, quando uma instituição de Saúde se propõe em investir em melhorias não pode ter dúvidas em relação à Certificadora. Portanto, também é importante buscar a opinião de outras instituições ou profissionais do meio. O bom resultado da parceria instituição versus Certificadora depende exclusivamente do trabalho pautado na confiança. A regra é confiar sempre na Certificadora e seguir os passos determinados por ela para conquista da certificação.

A Certificadora deve obrigatoriamente manter uma linha aberta para ouvir e mudar quando preciso. Todo o conhecimento do “fazer” será sempre do cliente. Cabe à Certificadora a competência de trocar seu conhecimento do “método de gestão” com as ações já desenvolvidas pelo seu cliente. Não é uma relação fácil, principalmente por que tem seu início, quase sempre, num momento de mudança de cultura Institucional. Mas se a escolha for acertada o sucesso será alcançado rapidamente.

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