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Saúde
e renda
No ínicio de junho, o instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), vinculado ao Ministério do Planejamento, divulgou estudo em que diz que a distribuição de renda no Brasil é a segunda pior do mundo, à frente apenas de Serra Leoa, na África. Uma constatação vergonhosa para a 14º economia do mundo. Milhões de pessoas, portanto, estão à margem no que diz respeito à qualidade de vida. A saúde é, dessa forma, reflexo da grande calamidade nacional, cuja solução tem a ver com avanços nas áreas, econômica, social e política. Sem poder arcar com os pesados custos dos planos privados, a maioria das pessoas recorre ao sistema público de saúde que, por usa vez, não tem como financiar essa demanda. Conclusão: menor remuneração aos hospitais conveniados, aumento no déficit público e decadência das instituições de saúde. Mas é preciso resistir a esse quadro mostruoso. O novo presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, Ântonio Brito, diz, na entrevista desta edição, que é preciso um reajuste emergencial médio de 40% na tabelo do SUS. Outra matéria diz respeito à criação do Conselho Nacional de Gestão em Saúde, iniciativa da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares. Você vai ler também como o município de Cubatão conseguiu avanços significativos na gestão da saúde e do meio- ambiente, matéria de capa desta edição. A novidade deste número são as quatro páginas de indicadores econômicos na saúde, uma forma que encontramos de reunir índices de interesse do gestor hospitalar. esperamos que possam ser úteis e também motivo de sugestões de nossos leitores para que possamos aprimorar cada vez mais essas informações. Delamar
da Cruz |