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Administrador de empresas e consultor em tecnologia da informação na área da saúde A importância da infra-estrutura Um tradicional hospital geral pertencente à iniciativa privada, localizado em São Paulo, com cerca de 100 leitos e uma ala para 40 novos leitos recém-construída, não previu pontos de rede para instalação de micros (e eles nem pensavam em redes sem fio). Também não possuiam sistema de gestão integrada, desconheciam seus próprios custos e, não raro, tinham perda de receita decorrentes da falta de informação. Indagados sobre o porquê da medida, disseram que investimentos em tais soluções seriam onerosos e que preferiam priorizar os equipamentos e as instalações médico-hospitalares, como se estes por si só fossem suficientes para um bom atendimento. Esqueceram-se de balancear os recursos. Outro hospital, com 12 leitos, localizado no Centro-Oeste da Bahia, região com poucos recursos financeiros, tem todas as dependências com pontos de rede e modernos microcomputadores conectados. O sistema de gestão hospitalar integrado (HIS) é prática comum, o prontuário médico do paciente é acessado logo na recepção, atualizado a cada fase de atendimento do paciente, inclusive na farmácia e com histórico para cobrança dos convênios, entre outras funcionalidades. Este pensou em tudo e mesmo com poucos recursos financeiros conseguiu obter resultado surpreendente para as circunstâncias em que opera. Como fez isso acontecer? Principalmente, usando o bom senso e a prática do óbvio. Os diretores do hospital, com formação médica, tiveram a assessoria de uma consultoria em T.I. que desenvolveu um projeto ao mesmo tempo econômico e funcional em que os três níveis básicos de infra-estrutura foram considerados: Infra-estrutura física: ao desenvolver a planta de obras civis, os engenheiros foram orientados a prever os pontos de rede já embutidos nas obras de alvenaria e o cabeamento estruturado foi passado em seguida. Criou-se também local apropriado para instalação do servidor onde seriam instalados o banco de dados e o sistema de gestão integrada. Infra-estrutura lógica: adotaram o padrão Windows para gerenciar a rede, com banco de dados padrão SQL. Infra-estrutura de processos: representada pelo sistema integrado de gestão hospitalar, composto pelos aplicativos (ou programas de computador) que controlam as rotinas e processos de negócios de forma colaborativa e modularizada, como Prontuário Eletrônico do Paciente, Controles de Estoques e Reposição da Farmácia, Contas a Receber e a Pagar, Controle de Convênios e Folha de Pagamento, dentre outros. Como se pode deduzir, não é o porte nem tampouco a existência de recursos financeiros que possibilita a adoção de tecnologia destinada a melhorar o atendimento à clientela hospitalar, mesmo porque o custo de tais ferramentas diminuiu sensivelmente nos últimos anos. O que pega é principalmente a falta de cultura, a falta de consciência de que as ferramentas relacionadas à informática podem e devem estar presentes no dia a dia da instituição hospitalar, não só melhorando o atendimento como também ajudando a manter os custos sob controle. |