Junho
DE 2005
NÚMERO 47
ANO 4
Capa | Saúde Geral | Contato

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PSF
 

Nova arquitetura

 

Vital, Escobar e a maquete do projeto (abaixo)

Os arquitetos Jorge Luís Domene Escobar e Joel Inglada Vital propõem um novo modelo de construção de unidades do Programa de Saúde da Família, que pode reduzir os custos da obra em cerca de 30%. Um projeto-piloto, denominado de Pró-Morar, está sendo implantado no bairro de Sapopemba, zona Leste da cidade de São Paulo.

O projeto foi desenvolvido como alternativa ao padrão definido para a cidade e que, em certas etapas, dificulta a implantação das unidades do PSF, pelas exigências de terreno plano, área total de 1.800 m³ e área útil de metade disso. Isso obriga, segundo os arquitetos, a um grande esforço de terraplenagem e altos custos para retificar os terrenos acidentados existentes nas periferias e favelas. Na maioria das cidades brasileiras, no entanto, nem sequer existe critério para implantação, o que é ainda pior.

“O PSF não tem uma cara arquitetônica”, analisa Escobar.

O conceito do Pró-Morar pode ser implantado em terrenos menores ou acidentados e usa a chamada “construção seca”, muito conhecida nos EUA, que não utiliza água e trata o canteiro de obras como uma linha de montagem. A estimativa de tempo de execução é de 90 dias. O projeto também busca a integração das pessoas do local ao PSF, oferecendo espaços verdes onde possam ser feitas caminhadas, fisioterapia, ginástica e eventos comunitários.

A concepção prevê utilizações múltiplas, que não se limitam ao atendimento médico, mas visam a qualidade integral de vida da comunidade. “O projeto contempla espaços para atividades recreativas da população nos fins-de-semana, além de poderem ser utilizados para cursos de reeducação alimentar, aulas para terceira idade, alfabetização de adultos, biblioteca e brinquedoteca”, enumera Escobar.

Na análise do arquiteto, o sistema proposto resolve os graves problemas enfrentados pela depredação do edifício, pelo fato de a população não se identificar com o atual conceito de edifício que usa grades de modo ostensivo e constrangedor. “Pelo atual modelo, o usuário não se sente ‘dono’ do edifício público que ele utiliza”, diz Escobar.

 

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