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Frente Parlamentar da Saúde, que reúne cerca de 200 deputados
federais e 18 senadores, e representantes de diversas entidades ligadas
ao setor constituíram, em abril, um comitê que vai preparar
a nova campanha nacional de mobilização para “salvar”
o Sistema Único de Saúde (SUS), intitulada “Saúde
na UTI”. Essa é a segunda etapa de uma campanha iniciada
no ano passado, quando o Governo Federal foi obrigado a devolver R$
3,5 bilhões ao orçamento da Saúde. O Palácio
do Planalto pretendia utilizar esse dinheiro em outros setores, inclusive
no pagamento do serviço da dívida. Mesmo assim o manifesto indica que a situação do sistema hospitalar do SUS hoje é crítica. “A tabela de remuneração está tão defasada que mesmo os hospitais públicos ligados ao sistema, que têm verbas específicas para pagar pessoal, vivem enormes dificuldades para se manter”. Como exemplo, cita que os 45 hospitais universitários federais declararam uma dívida que ascendia a R$ 320 milhões no fim de 2003. Registra também o estudo de uma Secretaria de Estado, não especificada no documento, em que apenas para cobrir os custos a remuneração de um conjunto de procedimentos hospitalares, correspondentes a 66% do total de internações naquele estado, deveria ter sido o triplo do efetivamente pago.
Para a Frente Parlamentar as conseqüências são emergências
lotadas, serviços fechados, falta de medicamentos, insuficiência
de leitos de terapia intensiva, hospitais sem manutenção
básica, com equipamentos muitas vezes parados. “Embora
o Ministério da Saúde venha mantendo uma atitude de diálogo
permanente com os diversos representantes da área hospitalar,
e tenha adotado algumas medidas positivas, até o momento não
apresentou com clareza um plano de execução orçamentária
para 2004 que seja efetivo, senão para avançar, pelo menos
para deter o grave quadro da crise acima desenhada, reajustando a tabela
de procedimentos. Esta-mos em maio, próximos à metade
do ano, e o governo federal precisa efetivar seu plano de utilização
dos recursos que foram assegurados à saúde com muita luta
da sociedade e do Congresso Nacional”. |