Hospitais na rede
Ter um site na internet pode ajudar até na humanização
do atendimento
Atrair
clientes e administrar a falta de recursos é um problema crônico
para os gestores da saúde. Se a solução para isso,
além de eficaz, for de baixo custo, melhor. Muitos hospitais acharam
o caminho para divulgar seus serviços ao criar sites. Segundo especialistas,
é uma maneira interessante de divulgação, desde que
seja visualmente atraente e constantemente atualizada.
A maioria dos sites de hospitais é muito simples e fica no básico,
como localização e serviços. Outros vão além,
oferecendo chats com especialistas, webcams nos berçários
e chance de um passeio virtual pelas dependências. Alguns utilizam
a tecnologia de fotos esféricas, que permite a visualização
em 360 graus, como no site do Hospital Alvorada, em São Paulo.
Para o coordenador de marketing do Hospital Santa Lúcia, de Brasília,
Ivan Marinovic, o principal erro de algumas instituições
ao criarem páginas na internet é não explorar amplamente
os recursos proporcionados pelo meio e manter no ar uma página
fria e estática. Esse erro, afirma ele, foi rapidamente corrigido
pela instituição brasiliense. “Em 1995, quando iniciamos
essa ação, colocávamos basicamente os serviços
prestados e o endereço, o que era natural, pois a internet estava
no início. Com o tempo, percebemos o potencial do meio e fomos
incrementando a página. Atualmente há mais informações,
que são constantemente atualizadas”, afirma.
A principal estratégia para atrair mensalmente os cerca de 2.000
visitantes virtuais é a prestação de serviços.
Há áreas na página nas quais há explicações
sobre doenças e textos científicos. “Com isso, atraímos
não somente os interessados pelos serviços do hospital,
mas também quem quer informações sobre assuntos médicos.
Nossa intenção é atrair, além dos pacientes
e familiares, pessoas interessadas em saber sobre determinadas doenças
e especialistas na área médica”, diz. A página
foi cadastrada em cerca de 200 sistemas de buscas brasileiros e internacionais.
Nos próximos meses, a intenção é divulgar
de forma mais abrangente o endereço eletrônico, já
que, segundo ele, essa é a ação de comunicação
mais importante do hospital. “É o meio mais eficaz que temos
para nos comunicar com o público. Anúncios publicitários
em revistas ou jornais tem duração curta. Já o site
tem caráter duradouro”, avalia.
Além da eficiência na comunicação, uma das
causas da proliferação desse tipo de publicidade é
o custo de manutenção acessível. De acordo com o
supervisor de marketing do Hospital Bandeirantes, em São Paulo,
Eduardo Roberto Rodrigues, o custo mensal da página do hospital
paulista não ultrapassa R$ 700. “O hospital abre um importante
canal de comunicação e informação com seu
público, de maneira dinâmica, eficiente e rápida.
Isso se deve à oportunidade de disponibilizar um grande número
de informações e imagens a baixo custo”, explica o
supervisor.
Manter uma página na internet também pode ser uma forma
de humanizar o atendimento. No caso do hospital paulista há uma
área no site na qual é possível enviar mensagens
às pessoas internadas. O supervisor destaca a possibilidade de
pessoas de qualquer lugar do mundo se comunicarem com parentes e amigos
internados. “Temos casos de brasileiros que moram no exterior e,
que por meio da nossa página, fizeram contato com o hospital ao
saber de familiares internados”.
topo
|