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| EDITORIAL |
As administrações públicas, especialmente no Brasil, enfrentam uma doença crônica e, quase sempre, fatal para muitas boas iniciativas: a descontinuidade administrativa. Por melhor que sejam os projetos iniciados por algum governo, o próximo tende a não dar prosseguimento ao que foi começado, mesmo que implique em prejuízos econômicos e de desenvolvimento social. Nem sempre os motivos são plenamente justificáveis. É o caso da Portaria nº 2.225, baixada pelo governo anterior, revogada em março pelo Ministério da Saúde, e que obrigava a especialização dos gestores de hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O assunto é destaque de capa desta edição, trazendo as razões do governo e avaliação de especialistas.
Esta edição traz ainda entrevista com o administrador Celso Skrabe, presidente da Associação Brasileira de Marketing em Saúde (ABMS), uma instituição que se propõe a agregar os profissionais do setor e aprimorar as ações de marketing na área da saúde. Outra matéria importante é a que mostra o bem-sucedido modelo de parceria entre o governo do Estado de São Paulo e as Organizações Sociais na gestão dos hospitais públicos. Há ainda os artigos escritos especialmente para Notícias Hospitalares e que, como muitos leitores escrevem, servem de baliza para muitas tomadas de decisão em suas instituições de saúde.
Esperamos que os assuntos aqui tratados sejam de seu interesse e que, acima de tudo, despertem o debate sobre a grande questão da gestão da saúde no País. Porque entendemos que o problema brasileiro não é apenas de falta de verbas. Mesmo porque sem boa administração pode-se aumentar o quanto for os valores destinados para a saúde: eles nunca serão o bastante para um atendimento digno.
Editor.