MAIO
DE 2004
NÚMERO 44
ANO 4
>>

PRINCIPAL

SALA DE ESPERA
EDITORIAL
ENTREVISTA
REPORTAGENS
-DIVULGAÇÃO
-ESTATÍSTICAS
-MEIO-AMBIENTE
-CAMPANHA
-GESTÃO PÚBLICA
CAPA
SAÚDE GERAL
PRÓ-NOTÍCIAS
ARTIGOS
-COMUNICAÇÃO
-MARKETING
-MOTIVAÇÃO
-INTERFACE
-GESTÃO
-MBA
-JURÍDICO
CRÔNICAS MÉDICAS
EM ÚLTIMA ANÁLISE
ENFOQUE SOCIAL
ENFOQUE LEGAL
EXPEDIENTE
EDIÇÕES ANTERIORES
FALE CONOSCO
CRÉDITO
Clique para ampliar















































REPORTAGENS
Estatísticas


Quem vem de fora
Um em cada cinco óbitos e nascimentos em São Paulo ocorre fora das cidades de origem


Estudo divulgado em abril pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) constatou que um em cada cinco nascimentos e óbitos no estado de São Paulo ocorre fora do município de residência. Segundo o levantamento, feito em 2002, os motivos são a busca por melhores recursos médicos e a falta de hospitais gerais nas cidades de origem. Muitas vezes, o paciente é obrigado a percorrer grandes distâncias e tem seu quadro agravado.

Um total de 43 mil óbitos e 120 mil nascimentos aconteceram fora do município de residência, o que representou 18% e 20% do total de ocorrências, respectivamente, números muito semelhantes aos anos anteriores. Vários fatores justificaram o comportamento, segundo o documento do Seade:

• Falta de recursos gerais ou especializados nos lugares de residência
• Motivos eventuais ou profissionais
• Melhor acesso ou maior proximidade com outros municípios
• Melhores condições de atendimento e utilização de serviços de convênios que podem estar alocados em municípios diferentes da residência

Dos 645 municípios do estado, 209 têm taxa de evasão acima de 60% e 153, entre 40% e 60%. Dessa forma, em 362 cidades paulistas a evasão ultrapassa 40% dos nascimentos e óbitos. Apesar de a maioria desses municípios ser de pequeno porte, o número de evasões é expressivo. Indica que muitos deles continuarão a recorrer aos serviços de saúde de outras cidades, sobretudo as mais próximas, fator que se amplia no caso de tratamentos mais especializados.

Cerca de 87% dos óbitos fora do município de residência foram em hospitais. Já para os que ocorreram na cidade de origem o percentual é de 72%. Os óbitos em vias públicas correspondem a 6,3% e 4,1%, respectivamente. A maior parte das mortes fora dos municípios ocorre por doenças do aparelho circulatório (26%), neoplasias (18,7%), do aparelho digestivo (6,1%) e infecciosas e parasitárias (5,8%).

As cidades com centros médicos desenvolvidos em que mais ocorreram mortes de pessoas não-residentes foram São José do Rio Preto (41%), Ribeirão Preto (34%), Campinas (24%) e Sorocaba (22%). A capital paulista teve em 2002 cerca de 10 mil mortes de não-residentes, correspondente a uma taxa de 13%. No mesmo ano, ocorreram 2.125 mortes de pessoas de outros estados, 45% delas vindas de Minas Gerais, Paraná (11,7%), Mato Grosso do Sul (8,6%) e Rio de Janeiro (8%).

O estudo do Seade afirma que outra causa dessa evasão é o fato de várias cidades, inclusive com populações consideráveis, não contarem com hospitais. Segundo a avaliação do levantamento, a instalação de hospitais nessas cidades ou em regiões geograficamente menores seria estratégica. “Diminuiriam os deslocamentos, poderiam melhorar o atendimento e os próprios indicadores de saúde, além de não sobrecarregarem os serviços dos atuais municípios de destino, que ganhariam em eficiência e qualidade”. O documento reforça, ainda, a importância do registro das informações, tanto para o local de residência quanto para o de ocorrência. Estas últimas mostram as verdadeiras demandas em termos de serviços de saúde.

topo