MAIO
DE 2004
NÚMERO 44
ANO 4
>>

PRINCIPAL

SALA DE ESPERA
EDITORIAL
ENTREVISTA
REPORTAGENS
-DIVULGAÇÃO
-ESTATÍSTICAS
-MEIO-AMBIENTE
-CAMPANHA
-GESTÃO PÚBLICA
CAPA
SAÚDE GERAL
PRÓ-NOTÍCIAS
ARTIGOS
-COMUNICAÇÃO
-MARKETING
-MOTIVAÇÃO
-INTERFACE
-GESTÃO
-MBA
-JURÍDICO
CRÔNICAS MÉDICAS
EM ÚLTIMA ANÁLISE
ENFOQUE SOCIAL
ENFOQUE LEGAL
EXPEDIENTE
EDIÇÕES ANTERIORES
FALE CONOSCO
CRÉDITO
Clique para ampliar















































GESTÃO
Marcelo Durante Bittencourt



Redução de custos: necessidade ou cultura organizacional?


Depois de muito lutar, se vê situações de autofagia institucional a ponto de ocorrer o fechamento ou insolvência.

Constatamos que, durante nossa experiência em consultoria nos últimos 20 anos, as instituições de saúde, em especial os hospitais e as operadoras de planos de saúde, sempre buscaram maneiras de reduzir seus custos operacionais, sem, contudo, observar alguns detalhes lógicos e óbvios: a análise detalhada e a revisão dos processos operacionais. Mais especificamente nos últimos cinco anos (1999 a 2003, após a regulamentação dos planos de saúde e suas inúmeras resoluções), essa batalha pela redução de custos tornou-se uma busca muitas vezes irracional e cruel em certas instituições que somente demitiam pessoas, compravam insumos sempre mais baratos, sucateavam seu parque tecnológico, deixavam de fazer manutenção preditiva e não investiam em treinamento técnico e comportamental de seus colaboradores.

Já as instituições profissionalizadas revolucionaram essa questão, inovaram constantemente, incentivaram e premiaram seus colaboradores em programas de sugestões, sempre procurando estabelecer metas claras e de forma exeqüível para o seu corpo funcional alcançar. Obtiveram isso, da seguinte forma: definindo essas metas, acompanhando-as, medindo-as periodicamente, premiando os colaboradores e, novamente, estabelecendo novas metas desafiadoras. Nesse período não restava outra solução às instituições a não ser enquadrar-se na nova realidade econômica e de mercado de saúde no país. Muitas vezes somos obrigados a adaptarmo-nos a essas contingências, pela mais pura e real necessidade de sobrevivência. Presenciamos situações de autofagia institucional a ponto de ocorrer o fechamento ou insolvência, depois de a instituição lutar muito pela sobrevivência, comprometer todo o seu patrimônio empresarial e, até muitas vezes, pessoal de seus dirigentes, por não terem observado três requisitos essenciais: contar com profissionais reciclados periodicamente, desenvolver técnicas modernas de organização institucional e rever constantemente os processos operacionais

Essa é a chave do sucesso das organizações profissionalizadas: rever processos continuadamente, de tal sorte que essa prática tornar-se-á uma cultura organizacional. Sabemos que é muito difícil mudar comportamentos e culturas organizacionais – mas não é impossível. Essa mudança certamente demora anos, mas é possível alcançá-la com a complementação de algumas ações:

• Escolher o profissional certo para o cargo certo – o que deve prevalecer são as competências essenciais para o cargo.
• Os dirigentes da instituição devem ter muito claro para si e terem definido qual o negócio, a visão, missão e os valores que nortearão todas as ações de seus colaboradores por um período pré-estabelecido e mediante um plano estratégico de gestão com constante revisão.
• Incentivar seus colaboradores para o desenvolvimento da criatividade, administração participativa, criação de grupos focados para a solução de problemas e educação continuada constante.
• Implantação de programas de incentivos: de sugestões, de redução de custos mediante recompensas, de benefícios pelo RH, de melhoria do ambiente físico de trabalho, de reconhecimento aos colaboradores por terem sido elogiados pelos clientes durante o atendimento, de qualidade e produtividade, de humanização e incentivo na participação de congressos, cursos e eventos técnicos na área específica de cada colaborador.
• A revisão constante dos processos operacionais, que trará uma redução natural dos custos devido se estar sempre buscando os processos de forma mais racional e eficaz, culminando num aprimoramento técnico das pessoas e conseqüentemente da instituição.

topo