Modelo
Inovador
Custo com internações em hospitais
públicos de SP, geridos pelas OSS, foi 26% menor com 23,5% mais
pacientes atendidos
Uma
silenciosa e vitoriosa revolução vem acontecendo na gestão
dos serviços de saúde do Estado de São Paulo. Dezesseis
hospitais públicos paulistas, inaugurados a partir de 1998, vêm
sendo administrados pelas chamadas Organizações Sociais
de Saúde (OSS). No ano passado, segundo levantamento da Secretaria
Estadual de Saúde, o custo médio de internações
nesses hospitais foi 26% mais barato do que nos hospitais de administração
direta do Estado. Ao mesmo tempo, as OSS atenderam 23,5% mais pacientes
no mesmo período.
Esses hospitais, os mais novos do Estado, são fruto de uma parceria
entre as iniciativas pública e privada. São 14 unidades
na Grande São Paulo e duas no interior do Estado. Em fevereiro
deste ano foi inaugurado o 16º hospital, no município de
Francisco Morato.
Essa alternativa de gerenciamento hospitalar, implantada pela Secretaria
em 1998, é pioneira no país e foi inspirada em modelo
europeu. As unidades, construídas pelo governo paulista mantêm
vínculo com o Estado por meio de um contrato de gestão
de cinco anos com possibilidade de prorrogação e que estabelece
direitos e deveres de ambas as partes. O Estado tem a responsabilidade
da manutenção financeira desses hospitais e controla onde
e como é investido o dinheiro público. Por outro lado,
as OSS devem cumprir as metas exigidas em contrato, como atendimento,
qualidade e satisfação da população atendida.
Nessas organizações também é possível
administrar o dinheiro conforme a necessidade de cada setor, negociando
o melhor preço que o mercado pode oferecer, sem depender de licitações.
Paralelamente, o Estado participa de tudo o que está sendo realizado
pelas administrações dos hospitais. A Secretaria recebe
um relatório mensal de cada hospital, especificando todos os
gastos, além de indicadores de produção e satisfação
da população com o atendimento. Depois, esse relatório
é repassado para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), para os
representantes do Conselho Estadual de Saúde de cada região
e para a Assembléia Legislativa.
“Hoje o modelo é reconhecido pelas principais autoridades
de saúde pública do país e serve de exemplo para
do demais Estados da União”, informa a assessoria do governo.
Vale ressaltar que dos 22 hospitais do país com certificado de
excelência em qualidade da Organização Nacional
de Acreditação, órgão ligado ao Ministério
da Saúde, quatro são do governo paulista, geridos por
OSS: Hospital Geral de Pedreira, Hospital Geral de Diadema, Hospital
Geral de Pirajussara e Hospital Estadual de Sumaré.
Outro aspecto que transformou as OSS em um modelo hospitalar de sucesso
é a complexidade no atendimento. Cada um desses hospitais possui
pelo menos uma especialidade e é referência para a população
da região onde está instalado. O Hospital Geral de Diadema,
por exemplo, tem 278 leitos e é referência nas áreas
de neurocirurgia, partos de alto risco, politraumatismos graves e câncer.
Cerca de 95% dos usuários aprovam os serviços, segundo
pesquisa realizada pela Secretaria Estadual de Saúde em cada
um dos 16 hospitais entre janeiro e setembro de 2003. Foram entrevistadas
mais de oito mil pessoas, entre pacientes e acompanhantes. Cerca de
7.600 consideraram os serviços oferecidos pelas OSS como bons
e excelentes. A pesquisa revela também que os usuários
mostram-se plenamente satisfeitos com itens relacionados à segurança,
limpeza, refeições e com a educação dos
funcionários.
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