MAIO
DE 2004
NÚMERO 44
ANO 4
>>

PRINCIPAL

SALA DE ESPERA
EDITORIAL
ENTREVISTA
REPORTAGENS
-DIVULGAÇÃO
-ESTATÍSTICAS
-MEIO-AMBIENTE
-CAMPANHA
-GESTÃO PÚBLICA
CAPA
SAÚDE GERAL
PRÓ-NOTÍCIAS
ARTIGOS
-COMUNICAÇÃO
-MARKETING
-MOTIVAÇÃO
-INTERFACE
-GESTÃO
-MBA
-JURÍDICO
CRÔNICAS MÉDICAS
EM ÚLTIMA ANÁLISE
ENFOQUE SOCIAL
ENFOQUE LEGAL
EXPEDIENTE
EDIÇÕES ANTERIORES
FALE CONOSCO
CRÉDITO
Clique para ampliar














































MOTIVAÇÃO
 
Luiz Marins
Doutor (Ph.D) em Antropologia e pós-doutorado em macroeconomia.




Socorro!
Quero comprar e não consigo


Será que temos a plena consciência de que o mercado mudou, o cliente mudou, que a competição será a cada dia mais acirrada?

 

Pode parecer absurdo, mas há empresas que fazem o mais difícil – lançam um produto, fazem propaganda, colocam no mercado, fazem uma grande promoção de lançamento, interessam o cliente, mas... o cliente interessado não consegue comprar! Isso já aconteceu comigo várias vezes e garanto que já aconteceu com muita gente.

Outro dia mesmo vi uma promoção de uma operadora de telefonia e tentei comprar. Liguei para dez lugares. Ninguém sabia da tal promoção. De um lugar me jogavam para outro e... nada. Até que desisti.

Vi o anúncio de uma promoção de veículos num jornal. Liguei para a concessionária e pedi para falar no departamento de vendas. Ninguém sabia da promoção! Um dos vendedores teve a capacidade de me dizer que talvez fosse um concorrente que estivesse fazendo aquela promoção e que com certeza ali não era. E eu estava com o anúncio nas mãos. Quando li para ele o anúncio de sua própria empresa ele ficou pasmo! Disse: Ninguém avisou a gente dessa promoção!
Isso sem contar as empresas que fazem tantas exigências para vender uma simples mercadoria que o cliente desiste. Exigem um cadastro absurdo. Perguntam tudo. E perdem a venda.

E ainda existem empresas que não aceitam cheque, nem cartões de crédito, e, quem sabe, nem dinheiro. Como querem que eu compre?

Há empresas que complicam para entregar, para deixar testar o produto, para abrir o pacote, para deixar o cliente experimentar. Enfim, complicam tudo. Como querem que eu compre?

Ligo para uma empresa e peço para que venham à minha casa para fazerem um orçamento. A pessoa que atendeu disse que prontamente eu seria atendido. Pedi para marcar uma data e uma hora para a visita do orçamentista. Ela me respondeu: Impossível marcar hora. Ele irá quando puder. Como querem que eu compre?

Chamo a assistência técnica de uma empresa especializada em meu produto. O técnico marcou cinco vezes a visita à minha casa. Fiquei esperando. Ele não foi. Quando liguei reclamando do atendimento, a pessoa me disse: o nosso técnico é muito ocupado! E a empresa continua fazendo propaganda nos jornais! Como querem que eu compre?

Mais uma. Ligo para uma empresa. A pessoa que atendeu não sabia nada sobre a empresa e menos sobre os produtos anunciados. Quando disse a ela que ela parecia não saber muito sobre a empresa e os produtos ela me respondeu: Não mesmo. Eu só trabalho aqui!

Será que nosso cliente também não estará dizendo de nós: Socorro! Quero comprar e não consigo!? Será que nosso pessoal e, nós próprios, empresários, temos a plena consciência de que o mercado mudou, o cliente mudou, que a competição será a cada dia mais acirrada e que temos que facilitar a compra de todas as formas possíveis e imagináveis? Será que temos consciência de que o cliente sabe que hoje há muitas empresas e produtos que o desejam e que a qualidade dos produtos e serviços concorrentes a cada dia é mais semelhante e os preços quase iguais? Será que temos consciência de que é quase um milagre quando um cliente deseja comprar nosso produto ou serviço, com tantos concorrentes no mercado?

Pense nisso. Dê uma avaliada em sua empresa antes que seja tarde.

topo