MARÇO/ABRIL
DE 2003
NÚMERO 40
ANO 4
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Raul Marcos Fouyer

Administrador de empresas e consultor em consultor em tecnologia da informação na área da saúde

As vantagens dos sistemas integrados de gestão

A tecnologia da informação disponibiliza para os gestores hospitalares uma ferramenta bastante eficaz: os SIGH - Sistemas Integrados de Gestão Hospitalar, cujo objetivo principal é informatizar todas as operações hospitalares, abrangendo o registro sistemático dos dados dos pacientes em todos os departamentos nos quais ele é atendido.

Em nosso país o grau de informatização dos processos médico-hospitalares é bastante baixo - apenas 35% dos hospitais possuem algum tipo de sistema informatizado e apenas 5% deles possuem sistema de gestão integrado. Por isso, uma ferramenta que possibilite a coleta, o armazenamento, o compartilhamento e a disponibilização de forma on-line das informações sobre o paciente, desde seu registro até o momento de sua alta, é, sem dúvida alguma, imprescindível.

Um bom SIGH deve incorporar as melhores práticas de mercado, fornecendo ao administrador hospitalar uma visão global e integrada do funcionamento do hospital, agilizando processos operacionais e administrativos, contribuindo para o aumento da qualidade dos serviços e ao mesmo tempo propiciando uma significativa redução de custos. Deve ainda disponibilizar informações gerenciais seguras, rastreáveis e que possibilitem o acompanhamento da performance operacional e financeira da instituição, servindo inclusive de instrumento de apoio nas tomadas de decisão.

Alguns sistemas SIGH já permitem acesso às informações através da internet e integração com sistemas remotos do tipo palmtop. Outros permitem ainda a integração com equipamentos de laboratórios clínicos, eletromédicos e com monitores de UTI, que aumenta em muito sua funcionalidade.

Um SIGH, também conhecido por HIS (Hospital Information System), deve abranger pelo menos as seguintes áreas:

  • Gestão do paciente - inter nações, pronto atendimento, ambulatórios e SAME.
  • Gestão clínica - unidades de internação, prescrição médica e consultórios.
  • Diagnóstico e Terapia (SADT) - solicitações de exames, radiologia e imagem, laboratórios e centros cirúrgicos e obstétricos.
  • Gestão de materiais - compras, almoxarifado, farmácia, patrimônio.
  • Gestão financeira - contas a pagar, contas a receber, caixa, bancos e contabilidade.
  • Faturamento - convênios, particulares, repasse médico e SUS.
  • Serviços de Apoio - nutrição, home care, manutenção, higienização e infecções hospitalares.
  • Gestão hospitalar - gerencia custos e resultados das atividades da instituição e fornece subsídios para o planejamento estratégico.

Aos médicos, enfermeiros, nutricionistas e demais profissionais da saúde, o SIGH permite o gerenciamento integrado das informações clínicas por meio da utilização do prontuário eletrônico (veja artigo na edição nº 39, nesta mesma seção). Dessa forma, exames físicos, resultados e imagens médicas digitais são armazenadas e podem ser compartilhadas e recuperadas a qualquer momento, em qualquer lugar, inclusive pelos médicos que podem acessá-las de seus próprios consultórios.

Os administradores hospitalares já podem pensar em implementar essa ferramenta, pois exitem hoje no brasil diversas empresas de software e consultoria aptas a implementar sitemas de gestão hospitalar. O grande desafio entretanto será quebrar a resitência dentro das próprias instituições hospitalares.

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