Logística
hospitalar: desafio contante
Um
dos maiores desafios para o administrador hospitalar está em atender
adequada-mente às necessidades da instituição. Como
atender logisticamente serviços diversos de apoio, como hotelaria,
higienização, nutrição e dietética,
lavanderia, manutenção? E outros, que são a essência
do negócio do prestador de serviço de saúde como
atendimento ao cliente, serviços auxiliares de diagnósticos,
hemodiálise, centro cirúrgico, banco de sangue, especialidades
médicas e tantos outros importantes?
Todos têm suas necessidades prioritárias: uma caneta é
tão importante quanto um bisturi, medica-mento ou o produto para
limpeza. Para o perfeito desempenho das funções, com atendimento
de qualidade de todos que, direta ou indiretamente, mantêm contato
com o paciente ou seus familiares, há necessidade em algum momento
da sua “ferramenta” de trabalho.
A atividade do prestador de ser-viço em saúde é muito
diferente na sua responsabilidade de uma atividade industrial ou comercial.
Pode-se em uma fábrica deixar de produzir algum item por falta
de componente e recuperar-se o atraso da produção no dia
seguinte.
No hotel, se não há algum ingrediente para a refeição
principal, altera-se o cardápio e o hóspede pode continuar
satisfeito. Não é o que ocorre com a atividade hospitalar.
O nosso “cliente” está necessitando do medicamento
naquele horário, ou para aquela cirurgia imediata, ou ainda vem
para atendimento emergencial que não sabemos quanto ou o que poderá
ser.
Assim, como prover de forma eficiente, com orçamentos sempre limitados,
custos em ascensão e receitas concorridas? Podemos, de modo simples,
entender logística como parte integrante do negócio, como
a tarefa de colocar o produto necessário no lugar certo e no momento
em que o cliente deseja, pelo preço mais justo possível
de ser obtido.
Para alcançar esses resultados, os processos devem ser executados
com agilidade, usando sistemas de informação que envolvam
equipa-mentos, softwares e treinamento, maximizando a gestão administrativa
de controles de estoques, compras e finanças, e estruturando todo
o processo logístico.
A revisão dos itens padronizados (matmed), considerando-se os consumos
específicos de matérias diferenciados, é um início.
Classificar os itens ABC / XYZ é fundamental, pois se previnem
situações de ter em estoque medicamentos de alto custo mas
nenhum analgésico para aquela necessidade imediata. Como conseqüência
de erros logísticos, na maioria das situações há
aumento de estoques indevidos.
Deveríamos nos preocupar mais sobre quanto tempo o item está
armazenado, e por quanto tempo ainda assim permanecerá, do que
saber qual o seu nível ideal. Análises detalhadas irão
identificar que são consideráveis os estoques financeiros
de itens de baixa rotatividade e alto valor.
Também devemos estabelecer com os fornecedores de materiais e prestadores
de serviços estratégias de relacionamentos cooperativos,
promovendo alianças para obtenção máxima de
resultados mútuos. É missão difícil, pois
o gestor de suprimentos tem como atribuição principal adquirir
pelo melhor preço possível, atendendo os interesses da instituição,
pratica que não propicia uma parceria de longa duração.
Aplicar programas de avaliação e qualificação
de fornecedores é uma importante ferramenta, pois permite conhecimento
das expectativas de cada um, revendo suas estratégias de negócios.
Há sinergia entre cliente e fornecedor, estabelecendo confiança
nos dados coletados, ocasionando melhor previsão de demanda, menores
estoques e diminuição de rupturas de abastecimentos e, conseqüentemente,
redução de custos administrativos. Porém não
devemos esquecer que a confiança é o lastro do negócio,
difícil de conquistar mas mais difícil ainda de manter.
Alcançada essa etapa, é bom lembrar que ainda há
muito por fazer. O administrador hospitalar tem como missão atender
e superar continuamente as expectativas solicitadas.
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