HUMANIZAÇÃO
Recuperação
Virtual
Videogames
ajudam a aliviar as dores de crianças em UTI
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Em
hospital australiano está usando o mundo virtual na recuperação
das crianças internadas na UTI infantil. O estudo, divulgado
na revista especializada BMC Pediatrics e pela BBC de Londres, recomenda
que “hospitais deixem as crianças que estão internadas
jogar videogames de realidade virtual como complemento a remédios
para reduzir a dor”.
Segundo os médicos do Hospital de Mulheres e Crianças
de Adelaide, na Austrália, a imersão da criança
“em um mundo virtual repleto de monstros e seres extraterrestres
ajudou a aliviar a dor sentida por crianças que haviam sofrido
queimaduras graves”. O escore da dor em crianças que tomaram
apenas analgésicos foi de 4,1 em uma escala até 10, enquanto
a ajuda do videogame reduziu este número para 1,3. O estudo foi
feito pelos cientistas envolvendo sete crianças, a quem pediram
que jogassem um jogo virtual enquanto estavam trocando de roupa.
O hospital utilizou na experiência um jogo controlado por meio
de um equipamento especial que é usado na cabeça e contém
duas pequenas telas de computador e um sensor especial que permite à
criança interagir e entrar em um mundo virtual onde ela pode
matar monstros. Todas as crianças participantes do estudo também
receberam doses de analgésicos.
Os cientistas pediram para elas relatarem o nível de dor que
estavam sofrendo, utilizando uma escala formada por desenhos de rostos
de bonecos, desde um sorriso até uma careta de dor. As crianças
reportaram muito menos dor quando estavam jogando o videogame do que
quando estavam apenas sob o efeito de analgésicos.
Os pesquisadores dizem que, ao se deslocarem para “um outro mundo”,
as crianças prestam menos atenção aos estímulos
que lhes causam dor. “Se uma quantidade de jogos diferentes for
disponibilizada, levando em conta os diferentes grupos de idade, isto
poderia ser amplamente aplicado”, disseram eles no artigo.
De fato, um outro estudo da University Hospital de Newark, no estado
de Nova Jérsei (EUA), assegura que os videogames funcionam seriam
mais eficazes que os tranqüilizantes. "As crianças
ficam tão absortas com o aparelho que esquecem onde estão",
explica Anu Patel, anestesista do hospital, que realizou este estudo.
Patel analisou o comportamento de crianças de 4 a 12 anos. Para
isso, comparou as diferenças entre tomar tranqüilizantes,
estar em companhia dos pais e um GameBoy, logo antes de passarem pela
mesa de cirurgia. Os resultados do estudo de Patel indicam que o GameBoy
é, com larga margem, o melhor calmante. Agora, o hospital está
considerando incluir o videogame nos procedimentos pré-operatórios
pediátricos. Um motivo poderoso para compreender porque tantos
menores adoram esse brinquedo.
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