SEGURANÇA
Maternidade
sob controle
É
cada vez maior uso de Código de Barras nos hospitais e maternidades
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A
tecnologia de Código de Barras, criada para fins militares durante
a 2ª Guerra Mundial, ganha hoje as mais diversas utilizações
em vários segmentos. Exemplo disso é o crescente uso da
tecnologia em maternidades. Preocupados com as questões que vão
desde o conforto e a segurança das mães e dos novos pacientes
até a agilidade na manipulação e controle de produtos
e medicamentos nos estoques, os hospitais procuram cobrir o maior número
possível de seus setores. Para citar dois casos, as maternidades
São Luís e a Santa Joana, ambas na capital paulista, utilizam
quase 100% da tecnologia em seus departamentos.
De acordo com o engenheiro e especialista em Automação
e Código de Barras, Fábio Grossmann, o principal atrativo
na utilização dessa tecnologia é o custo, em relação
aos benefícios que ela proporciona. “O investimento para
se implantar o Código de Barras é basicamente o custo
de papel e tinta. E o administrador poderá contar com uma qualidade
de controle suficientemente segura e prática”, avalia.
Grossmann é um dos pioneiros da tecnologia no país, autor
do livro “Código de Barras – da Teoria à Prática”,
editado pela Nobel e diretor de uma empresa de tecnologia em Código
de Barras e fornecedora de sistemas para o setor. Grossmann explica
que o custo para implantar o Código de Barras num hospital de
até 100 leitos gira em torno de R$ 15 mil, com a compra de equipamentos,
software e suprimentos. É um investimento único. Para
dar manutenção, o custo é muito pequeno, pois depende
da compra das fitas de termo-transferência e das etiquetas. Para
hospitais acima de cem leitos, o custo vai depender da solução
que o administrador pretende implantar. "Mas os valores não
são diretamente proporcionais, já que a medida em que
se aumentam os equipamentos, há uma redução dos
custos de instalação", assegura.
Segundo Grossmann, foram situações como a de hospitais
e maternidades que levaram a empresa a investir R$ 950 mil na aquisição
de nova máquina para dobrar a produção de ribbon
de cera – uma fita de termo-transferência para impressão
em etiqueta de Código de Barra. O novo equipamento permitirá
a produção 300 milhões de metros da fita/mês.
O gerente de Suprimentos do Hospital São Luiz, Ricardo Hutter,
revela que o hospital utiliza o Código de Barras nos setores
de Internação, Centro de Diagnóstico, Pronto-So-corro,
Centros Operatórios, Esterilização, Nutrição,
Farmácia e Almoxarifado. “Nosso investimento é muito
pequeno comparado aos benefícios alcançados”.
Na opinião de Paulo Soares, gerente de Tecnologia da Informação
do São Luiz, os benefícios desta tecnologia são
variados. “Na maternidade, por exemplo, identificamos mãe
e bebê, proporcionando aos clientes um maior nível de segurança.
Utilizamos ainda o Código de Barras para lançar medicamentos,
controlar ciclos de esterilização, e identificação
de procedimentos de enfermagem”.
Na Maternidade Santa Joana, o Código de Barras é utilizado
no Berçário, na Internação, Farmácia,
Almoxarifado, Internação, Centro Cirúrgico, Centro
Obstétrico, Central de Material e Laboratório. Segundo
Francisco Giannattasio, responsável pelo Centro de Imunização
da Maternidade Santa Joana, as principais vantagens da tecnologia são
controle, garantia de êxito dos processos hospitalares e cirúrgicos
e qualidade no atendimento e nos serviços. Como se vê,
um caminho que pode ser uma boa solução para os controles
de segurança dos hospitais brasileiros.
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