MARÇO
DE 2005
NÚMERO 46
ANO 4

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SEGURANÇA

Maternidade sob controle
É cada vez maior uso de Código de Barras nos hospitais e maternidades

A tecnologia de Código de Barras, criada para fins militares durante a 2ª Guerra Mundial, ganha hoje as mais diversas utilizações em vários segmentos. Exemplo disso é o crescente uso da tecnologia em maternidades. Preocupados com as questões que vão desde o conforto e a segurança das mães e dos novos pacientes até a agilidade na manipulação e controle de produtos e medicamentos nos estoques, os hospitais procuram cobrir o maior número possível de seus setores. Para citar dois casos, as maternidades São Luís e a Santa Joana, ambas na capital paulista, utilizam quase 100% da tecnologia em seus departamentos.

De acordo com o engenheiro e especialista em Automação e Código de Barras, Fábio Grossmann, o principal atrativo na utilização dessa tecnologia é o custo, em relação aos benefícios que ela proporciona. “O investimento para se implantar o Código de Barras é basicamente o custo de papel e tinta. E o administrador poderá contar com uma qualidade de controle suficientemente segura e prática”, avalia. Grossmann é um dos pioneiros da tecnologia no país, autor do livro “Código de Barras – da Teoria à Prática”, editado pela Nobel e diretor de uma empresa de tecnologia em Código de Barras e fornecedora de sistemas para o setor. Grossmann explica que o custo para implantar o Código de Barras num hospital de até 100 leitos gira em torno de R$ 15 mil, com a compra de equipamentos, software e suprimentos. É um investimento único. Para dar manutenção, o custo é muito pequeno, pois depende da compra das fitas de termo-transferência e das etiquetas. Para hospitais acima de cem leitos, o custo vai depender da solução que o administrador pretende implantar. "Mas os valores não são diretamente proporcionais, já que a medida em que se aumentam os equipamentos, há uma redução dos custos de instalação", assegura.

Segundo Grossmann, foram situações como a de hospitais e maternidades que levaram a empresa a investir R$ 950 mil na aquisição de nova máquina para dobrar a produção de ribbon de cera – uma fita de termo-transferência para impressão em etiqueta de Código de Barra. O novo equipamento permitirá a produção 300 milhões de metros da fita/mês.

O gerente de Suprimentos do Hospital São Luiz, Ricardo Hutter, revela que o hospital utiliza o Código de Barras nos setores de Internação, Centro de Diagnóstico, Pronto-So-corro, Centros Operatórios, Esterilização, Nutrição, Farmácia e Almoxarifado. “Nosso investimento é muito pequeno comparado aos benefícios alcançados”.

Na opinião de Paulo Soares, gerente de Tecnologia da Informação do São Luiz, os benefícios desta tecnologia são variados. “Na maternidade, por exemplo, identificamos mãe e bebê, proporcionando aos clientes um maior nível de segurança. Utilizamos ainda o Código de Barras para lançar medicamentos, controlar ciclos de esterilização, e identificação de procedimentos de enfermagem”.

Na Maternidade Santa Joana, o Código de Barras é utilizado no Berçário, na Internação, Farmácia, Almoxarifado, Internação, Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, Central de Material e Laboratório. Segundo Francisco Giannattasio, responsável pelo Centro de Imunização da Maternidade Santa Joana, as principais vantagens da tecnologia são controle, garantia de êxito dos processos hospitalares e cirúrgicos e qualidade no atendimento e nos serviços. Como se vê, um caminho que pode ser uma boa solução para os controles de segurança dos hospitais brasileiros.

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