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| Armando
Correa de Siqueira Neto |
Professor
de Gestão de RH pela Faculdade de Administração de
Limeira (SP)
e de Pedagogia Empresarial da Faculdade Maria Imaculada de Mogi Guaçu
(SP)
O
pior inimigo está dentro de nós
Desenvolvemos
a sensação de que produzimos
pouco e não somos úteis como gostaríamos
A auto-estima
é bastante estudada nos últimos tempos e não é
sem razão. Com variação de baixa a alta, ela faz
enorme diferença na forma pela qual nos relacionamos com as pessoas,
baseados na imagem que fazemos de nós mesmos. Existem alguns fatores
que nos leva a ter um autoconceito favorável ou não. Um
exemplo é o jeito como a criança é tratada na sua
infância. Com desprezo ou arrogância, estimula-se o desenvolvimento
de uma auto-imagem de inferioridade. Por outro lado, quando há
valorização e justiça, é possível formar
um bom autoconceito. Posteriormente, cada uma dessas manifestações
leva o adulto a se comportar de um jeito ou de outro nas relações
amorosas, profissionais etc.
O que deve ser considerado a partir dessa compreensão é
que a auto-estima está dentro de cada um, e não fora, na
visão alheia. Conforme o autoconceito, aceitamos ou não
as impressões que as pessoas têm a nosso respeito. Podemos
ser chamados de inteligentes ou simpáticos, porém, dificilmente
fará sentido em nosso íntimo, se já tivermos formado
uma imagem contrária. Há distorção entre o
que cremos e o que mundo diz a nosso respeito.
É ai que mora o perigo. Convivemos com um inimigo: o autoconceito
desfavorável. Ele pode dificultar o nosso progresso por causa do
medo de errar e sofrer com a humilhação causada pelas experiências
de fracasso ou pela falta delas. É ruim, e assim deixamos de fazer
muitas coisas por causa da insegurança. Tentamos pouco e não
persistimos. Perdemos a chance de avançar e conseguir. Às
vezes, a crença limitadora é tão enraizada, que depositamos
os nossos sonhos nas mãos dos outros, impedindo-nos de tomar atitudes
que dependem exclusivamente de nós. Ficamos a disposição
da sorte pela acomodação. Porém, tranqüilize-se.
O fato é que dá trabalho. Pensar, superar, crescer e se
desenvolver, gasta energia. Por quê então investimos tão
pouco nessa mudança importante? A resposta está no ganho
existente por trás desse tipo de comportamento limitador. Trata-se
da lei do menor esforço. Menos trabalho, menor gasto de energia.
Parece valer a pena. Mas, o custo não compensa.
É penoso modificar a si próprio e evoluir e, por tal razão,
a crença na própria incapacidade causa a falsa sensação
de que não podemos e, portanto, nem vale a pena empreender. A questão
é que agimos assim sem ter consciência. Se a gente soubesse
mesmo ficaria incomodado e, quem sabe, mudaria a situação.
Quem não gostaria de to-mar conhecimento sobre a armadilha que
é construída por si próprio? Mas, além de
saber a respeito é preciso querer. Alguns estudiosos da psicologia
definiram a vontade como uma energia disponível por meio dos pensamentos
e da ação consciente. Ela pode ser uma combinação
entre atenção e superação de medos, preguiça
ou distração.
Sem conhecimento e vontade permanecemos presos a essa condição
e não mudamos o autoconceito, além de dificultar o crescimento.
Com o passar do tempo desenvolvemos a sensação de que produzimos
pouco e não somos úteis como gostaríamos. Ficamos
tristes e mais acomodados. Frustramos-nos e permanecemos desmotivados.
É um processo que se alimenta dos próprios resultados. É
um círculo vicioso, mantido pela falta de co-nhecimento a seu respeito
e da necessária modificação.
Verdade seja dita. Se conhecer é essencial, e quanto mais investigamos
o processo que desmotiva e nos prende ao círculo vicioso da crença
na incompetência, maior se torna a chance de romper com ele. Mãos
a obra! Podemos mudar e oferecer consciência no lugar da falta de
conhecimento, vontade ao invés de acomodação e motivação
inspiradora em troca da desmotivação que limita. É
possível construir uma auto-estima equilibrada e favorecedora de
acordo com o adequado autoconceito. Troque dentro de você o inimigo
por um amigo e desfrute do amor próprio. Lute a seu favor.
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