Abril/Maio/Junho
de 2006
NÚMERO 50
ANO 5

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Eduardo Bracher
Médico e Quiropraxista.
Professor da Universidade Anhembi Morumbi
CUSTOS

Débora S. Compagnoni
Fisioterapeuta e Quiropraxista.
Professora da Universidade Anhembi Morumbi

 

A Quiropraxia como auxiliar no tratamento de dores de coluna

Técnica possibilita retorno mais
rápido a pessoas afastadas do trabalho por dor nas costas

Quando pensamos em custos diretos e indiretos associados a problemas de coluna no Brasil, nos vêm à mente imagens de longas filas, afastamento do trabalho ou diminuição do rendimento produtivo, tratamentos medicamentosos ou cirúrgicos onerosos e prolongados períodos de reabilitação. A cronificação de casos de lombalgia, com utilização prolongada de medicamentos paliativos, é uma realidade comum tanto no Brasil quanto em diversos países industrializados, onde a lombalgia tor-nou-se uma das principais causas de incapacitação profissional.

Um grande número de ensaios clínicos tem sido publicado nas últimas décadas, procurando identificar os métodos terapêuticos que apresentem a melhor relação de custo-benefício para algias vertebrais. A quiropraxia sobressai-se como uma das mais promissoras perspectivas. A Federação Mundial de Quiropraxia define esta profissão da seguinte maneira: “Profissão de atuação primária na área da saúde que se dedica ao diagnóstico, tratamento e prevenção de alterações mecânicas do sistema neuro-músculo-esquelético e os efeitos destas alterações sobre a saúde em geral. Há uma ênfase em terapias manuais, incluindo a manipulação ou ajustamento articular”.

Técnicas específicas de terapia manual são o principal método terapêutico utilizado pela Quiropraxia. A manipulação articular, característica da profissão consiste em uma manobra de alta velocidade e baixa amplitude, feita em uma articulação específica, visando liberar o movimento articular que se encontra restrito. É comum ouvir um estalido na articulação, durante a realização da manobra. Vários estudos demonstram redução da dor, aumento da mobilidade e relaxamento muscular após manipulação articular. A Quiropraxia, nova no Brasil, existe há mais de 100 anos nos EUA. É regulamentada em 35 países, incluindo toda a América do Norte, e a maioria dos países da Comunidade Européia. Atualmente, a importância internacional da Quiropraxia pode ser identificada pela publicação, ainda este ano, do livro “Diretrizes Clínicas de Educação e Segurança em Quiroraxia”, pela Organização Mundial de Saúde.

A Quiropraxia originou-se em 1895 nos EUA. Atualmente, há 90.000 profissionais em atividade nos EUA e 10.000 no Canadá. Quiropraxistas são formados por 32 universidades nos cinco continentes. Desde o ano 2000, duas universidades brasileiras oferecem cursos de bacharelado em Quiropraxia: a Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, e o Centro Universitário Feevale, no Rio Grande do Sul. O currículo inclui disciplinas de Ciências Básicas, Ciências Clínicas, e um estágio supervisionado em clínica universitária, com um ano de duração, perfazendo nove semestres e 4.500 horas/aula.

Quiropraxistas e outros profissionais da saúde trabalham rotineiramente em ambientes interdisciplinares. No Canadá, 62% dos médicos de família encaminham pacientes para Quiropraxistas, e 9,5% dos próprios médicos são pacientes de Quiropraxistas. Vá-rios estudos e inquéritos governamentais demonstram que o tratamento com Quiropraxia tende a apresentar melhores resultados a um custo menor comparativamente a outros métodos terapêuticos. Adicionalmente, observa-se também que o tratamento com Quiropraxia, para trabalhadores afastados do trabalho por dor nas costas, possibilita um retorno mais precoce ao trabalho.

Esses dados foram verificados, entre outros, pelo economista da saúde Pran Manga, em um estudo realizado por solicitação do ministério da saúde do Canadá, em 1993. Em 2004, um estudo coordenado pelo Sistema Nacional de Saúde e pelo Conselho de Pesquisas Médicas do Reino Unido, verificou que pacientes com lombalgia tratados com manipulação articular apresentavam resultados melhores, em três meses a um ano, comparativamente a pacientes submetidos a programas de exercício. O estudo também concluiu que a manipulação articular deve ser oferecida aos pacientes atendidos pelo Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido.

A Quiropraxia brasileira, atualmente em fase de regulamentação, demonstra resultados muito positivos quanto à aceitação da população. As clínicas universitárias realizam em média 1.500 atendimentos/mês e os atendimentos em consultórios privados são crescentes. Os profissionais graduados tanto no exterior quanto no país são reconhecidos pela Associação Brasileira de Quiropraxia, instituição que representa a Quiropraxia no Brasil.

Contato:
cristina.amorim@attglobal.net

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