
Eduardo
Bracher
Médico e Quiropraxista.
Professor da Universidade Anhembi Morumbi
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CUSTOS |
Débora
S. Compagnoni
Fisioterapeuta e Quiropraxista.
Professora da Universidade Anhembi Morumbi
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A
Quiropraxia como auxiliar no tratamento de dores de coluna
Técnica
possibilita retorno mais
rápido a pessoas afastadas do trabalho por dor nas costas
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Quando
pensamos em custos diretos e indiretos associados a problemas de coluna
no Brasil, nos vêm à mente imagens de longas filas, afastamento
do trabalho ou diminuição do rendimento produtivo, tratamentos
medicamentosos ou cirúrgicos onerosos e prolongados períodos
de reabilitação. A cronificação de casos de
lombalgia, com utilização prolongada de medicamentos paliativos,
é uma realidade comum tanto no Brasil quanto em diversos países
industrializados, onde a lombalgia tor-nou-se uma das principais causas
de incapacitação profissional.
Um grande número de ensaios clínicos tem sido publicado
nas últimas décadas, procurando identificar os métodos
terapêuticos que apresentem a melhor relação de custo-benefício
para algias vertebrais. A quiropraxia sobressai-se como uma das mais promissoras
perspectivas. A Federação Mundial de Quiropraxia define
esta profissão da seguinte maneira: “Profissão de
atuação primária na área da saúde que
se dedica ao diagnóstico, tratamento e prevenção
de alterações mecânicas do sistema neuro-músculo-esquelético
e os efeitos destas alterações sobre a saúde em geral.
Há uma ênfase em terapias manuais, incluindo a manipulação
ou ajustamento articular”.
Técnicas específicas de terapia manual são o principal
método terapêutico utilizado pela Quiropraxia. A manipulação
articular, característica da profissão consiste em uma manobra
de alta velocidade e baixa amplitude, feita em uma articulação
específica, visando liberar o movimento articular que se encontra
restrito. É comum ouvir um estalido na articulação,
durante a realização da manobra. Vários estudos demonstram
redução da dor, aumento da mobilidade e relaxamento muscular
após manipulação articular. A Quiropraxia, nova no
Brasil, existe há mais de 100 anos nos EUA. É regulamentada
em 35 países, incluindo toda a América do Norte, e a maioria
dos países da Comunidade Européia. Atualmente, a importância
internacional da Quiropraxia pode ser identificada pela publicação,
ainda este ano, do livro “Diretrizes Clínicas de Educação
e Segurança em Quiroraxia”, pela Organização
Mundial de Saúde.
A Quiropraxia originou-se em 1895 nos EUA. Atualmente, há 90.000
profissionais em atividade nos EUA e 10.000 no Canadá. Quiropraxistas
são formados por 32 universidades nos cinco continentes. Desde
o ano 2000, duas universidades brasileiras oferecem cursos de bacharelado
em Quiropraxia: a Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, e
o Centro Universitário Feevale, no Rio Grande do Sul. O currículo
inclui disciplinas de Ciências Básicas, Ciências Clínicas,
e um estágio supervisionado em clínica universitária,
com um ano de duração, perfazendo nove semestres e 4.500
horas/aula.
Quiropraxistas e outros profissionais da saúde trabalham rotineiramente
em ambientes interdisciplinares. No Canadá, 62% dos médicos
de família encaminham pacientes para Quiropraxistas, e 9,5% dos
próprios médicos são pacientes de Quiropraxistas.
Vá-rios estudos e inquéritos governamentais demonstram que
o tratamento com Quiropraxia tende a apresentar melhores resultados a
um custo menor comparativamente a outros métodos terapêuticos.
Adicionalmente, observa-se também que o tratamento com Quiropraxia,
para trabalhadores afastados do trabalho por dor nas costas, possibilita
um retorno mais precoce ao trabalho.
Esses dados foram verificados, entre outros, pelo economista da saúde
Pran Manga, em um estudo realizado por solicitação do ministério
da saúde do Canadá, em 1993. Em 2004, um estudo coordenado
pelo Sistema Nacional de Saúde e pelo Conselho de Pesquisas Médicas
do Reino Unido, verificou que pacientes com lombalgia tratados com manipulação
articular apresentavam resultados melhores, em três meses a um ano,
comparativamente a pacientes submetidos a programas de exercício.
O estudo também concluiu que a manipulação articular
deve ser oferecida aos pacientes atendidos pelo Sistema Nacional de Saúde
do Reino Unido.
A Quiropraxia brasileira, atualmente em fase de regulamentação,
demonstra resultados muito positivos quanto à aceitação
da população. As clínicas universitárias realizam
em média 1.500 atendimentos/mês e os atendimentos em consultórios
privados são crescentes. Os profissionais graduados tanto no exterior
quanto no país são reconhecidos pela Associação
Brasileira de Quiropraxia, instituição que representa a
Quiropraxia no Brasil.
Contato:
cristina.amorim@attglobal.net
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