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GESTÃO DO COMPLEXO
Os números do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) são, sob muitos aspectos, de grande porte. A começar pelo orçamento anual de mais de R$ 1 bilhão e pelo atendimento diário de 35 mil pacientes nos 13 edifícios do complexo. Aos 62 anos de idade, esbanjando novos projetos, o HC congrega 14 mil servidores para dar conta dos 2,5 milhões de atendimentos por ano, período em que são preparadas, por exemplo, nove milhões de refeições e 1,1 milhão de mamadeiras. Inaugura-o em 19 de abril de 1944, o HC abrange seis institutos (da Criança, de Ortopedia e Traumatologia, do Coração, de Radiologia, de Psiquiatria e Instituto Central), além de sete unidades auxiliares. As dificuldades da gestão são, igualmente, também do mesmo porte. Por isso, os responsáveis pela administração do HC vêm desde 2003 buscando novos caminhos e ferramentas para modernizar o gerenciamento de todo o complexo.
Foi criado um Núcleo de Planejamento e Gestão, com profissionais do próprio hospital com experiência nas bases do PNQ e esse grupo foi incumbido de conduzir internamente o modelo. Uma série de subnúcleos ficou responsável pela melhoria de áreas como jurídica, informática, planejamento estratégico e gestão de pessoas. Esses grupos “amarram” as propostas e as submetem ao Conselho Deliberativo e à superintendência. As avaliações
feitas após três anos é que a nova concepção
gerencial trouxe melhoria no clima organizacional, qualidade dos serviços
e aumentou a satisfação dos clientes. Teixeira acredita também que um dos caminhos para gestão é o criado pelo Hospital do Coração de São Paulo (Incor), considerado o maior centro cardiológico da América Latina e que é administrado por meio da Fundação Zerbini, que permite flexibilização no que diz respeito a compras e gestão de pessoal. Mas, sem uma boa gestão nem esse modelo mais flexível está isento de problemas. A fundação, segundo o publicado na imprensa, tem atualmente uma dívida de R$ 200 milhões, para um orçamento anual de R$ 230 milhões. Boa gestão é a palavra-chave para qualquer caminho de sucesso. HC: seis institutos, sete unidades auxiliares e 35 mil pacientes por dia Teixeira: descentralização e defesa das fundações Institutos: cada unidade ganhou mais autonomia gerencial Metas: foram definidos 17 objetivos, como o que busca a satisfação do cliente
O Hospital
das Clínicas recebe os alunos de graduação e pós-gradua-ção
da Faculdade de Medicina da USP provenientes de várias estados.
Atuam no complexo cerca de 880 médicos residentes de 40 especialidades
médicas, além de 500 estagiários de pós-graduação
lato senso e 1.600 pós-graduandos estrito lato. O hospital também
forma especialistas em gestão de sistemas e instituições
de saúde em conjunto com a Escola de Administração
de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, conhecido
como Programa de Estudos Avançados em Administração
Hospitalar e de Sistemas de Saúde (Proahsa). O HC possui ainda
um Centro Avançado de Pesquisas, que engloba 62 laboratórios
de investigação médica.
Depois de 15 anos paralisadas, as obras do Instituto Dr. Arnaldo foram retomadas em outubro de 2003 e devem ser concluídas até o fim do ano. A idéia inicial era a de um hospital dedicado exclusivamente à mulher. Agora, além disso, vai abrigar um centro de transplantes e um dedicado à oncologia. São 726 leitos, em 28 andares, que ocuparão uma área de 80 mil metros quadrados. O Instituto de Trans-plantes só não fará os cardíacos, que continuarão no Incor, conforme informou o secretário de saúde do Estado de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata. Até agora, o investimento total foi de cerca de 200 milhões de reais. Fazem parte do HC Institutos • da Criança • de Ortopedia e Traumatologia • do Coração • de Radiologia • de Psiquiatria • Instituto Central – Prédio dos Ambulatórios Undidades • Hospital Auxiliar de Cotoxó • Hospital Auxiliar de Suzano • Hospital Estadual de Sapopemba • Casa da Aids • Divisão de Medicina de Reabilitação • Centro de Medicina Nuclear
• Orçamento anual de R$ 1 bilhão • 2.096 leitos (até o fim do ano serão agregados mais 726 do Instituto Dr. Arnaldo) •14.245 funcionários no total • 1.400 médicos • 2.780 enfermeiros e auxiliares de enfermagem • 45.000 cirurgias/ano • 550.000 atendimentos no pronto-socorro (ano) • 5.500 toneladas de roupas lavadas (ano) • 500 mil seringas por mês • 9
milhões de refeições e 1,1 milhão de mamadeiras
preparadas (ano)
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