Administrador
de empresas e consultor em Tecnologia da Informação
na área da Saúde
O
conceito CRM
Relacionar-se
com o cliente envolve processos e práticas que precisam ser ncorporadas
ao dia a dia dos hospitais
Em artigo
anterior (edição nº 40) discorri sobre os Sistemas
Integrados de Gestão Hospitalar (SIGH) e suas vantagens no tratamento
das in-formações relacionadas ao atendimento da clientela:
a coleta, o armazenamento, o compartilhamento e a disponibilização,
de forma on-line, das informações sobre o paciente, desde
seu registro até o momento de sua alta.
Os SIGH, também conhecidos como ERPs Hospitalares, acompanham as
tendências de mercado oferecendo o conceito de SIGH estendido, com
módulos complementares, dentre eles aquele conhecido por CRM, ou
Customer Relationship Management ou ainda Gerenciamento do Relacionamento
com o Cliente. Na maioria das vezes eles não vêm com esse
nome, mas sua função se presta a esse conceito de atendimento.
Você deve estar se perguntando se paciente é cliente. Não
importa como ele seja chamado dentro de sua instituição
hospitalar. Ele é cliente sim e deve ser tratado como tal.
A idéia é integrar todos os processos administrados pelo
Sistema de Gestão Hospitalar, orientando-os exclusivamente para
o bom atendimento da clientela, bem como para uma eficiente retaguarda
de gestão administrativa e econômica da instituição.
Outra idéia é a utilização do conceito de
CRM para gerir o relacionamento com os convênios e planos de assistência
médica em geral, que geram grande fluxo de clientela para a instituição
hospitalar. O CRM não é mais uma ferramenta tecnológica
e sim um modelo de gestão que envolve processos e práticas
que precisam ser incorporadas ao dia a dia das organizações
hospitalares. Existem diversos softwares no mercado que atendem perfeitamente
o conceito de CRM e que permitem reconhecer e tratar de forma diferenciada
cada cliente, como se ele fosse único, conseguindo aumentar sua
satisfação.
Entretanto, mais importante que os passos e cuidados para implementação
do CRM, o processo de conversão em uma empresa de serviços
médico-hospitalares realmente voltada para o marketing de relacionamento
passa pelo repensar das mais básicas filosofias de como fazer os
atendimentos, como superar posturas dos gerentes e dos funcionários
e, provavelmente, como reconstruir a cultura da instituição.
Há muito mais coisas envolvidas nesse processo do que simplesmente
a instalação de um software ou um website, a instalação
de um call center ou a automação dos processos de atendimento
aos pacientes. Significa ver todo o negócio a partir da perspectiva
do cliente.
De qualquer modo, para adotar o conceito de marketing de relacionamento
com o cliente são necessários alguns cuidados básicos
para aumentar as chances de sucesso:
•Estudo
prévio de toda a cadeia de atendimento direto ou indireto, inclusive
empresas terceirizadas. Muitas vezes, o marketing de relacionamento terá
que ser direcionado à satisfação do cliente que foi
ou será atendido por uma empresa terceirizada, como um laboratório,
por exemplo.
•Estudo
de todos os processos interdepartamentais que envolvam o atendimento direto
ou indireto do cliente.
•Estudo
da estrutura organizacional que irá dar suporte à implementação
e operação do conceito de marketing de relacionamento.
Quanto ao
restante, ter sempre em mente que a adoção de novas técnicas
de administração devem ser sempre precedidas de profundos
estudos que forneçam um mapa de onde se está e para aonde
se deseja chegar, tendo sempre em vista a melhoria do atendimento à
clientela, preservando o saudável equilíbrio econômico-financeiro
que toda instituição hospitalar deve ter.
Contato: raul.marcos.01@terra.com.br
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