Abril/Maio/Junho
de 2006
NÚMERO 50
ANO 5

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MOTIVAÇÃO
 
Luiz Marins
Antropólogo e pós-doutorado em Macroeconomia

Busque suas razões

Sem saber seus próprios motivos, você será dirigido pelos motivos alheios

“Assisti a uma palestra de motivação. Fiquei uma semana motivado. Depois voltei a ser o mesmo de antes. A motivação durou apenas uma semana”, disse-me um jovem. “Participei de um curso de motivação em minha empresa. Todos choraram e se abraçaram. Quinze dias depois a situação era a mesma de antes do curso: brigas, desunião, fofocas etc.”, reclamou um empresário. A minha resposta a essas pessoas é a seguinte: vocês não ficaram motivados. Vocês ficaram emocionados. Depois de passada a emoção, voltaram a ser o que, de fato, sempre foram e agir como sempre agiram.

Há, no mínimo, dois tipos de motivação: uma motivação emocional, que usa a emoção das pessoas de forma às vezes forte, por meio de depoimentos e descrições de casos e situações com grande conteúdo emocional e uma motivação cognitiva, que discute as razões, os motivos, de ordem lógica, racional, cartesiana para se ter este ou aquele comportamento e que usa, principalmente, a razão,o conhecimento, números, estatísticas, dados concretos da realidade para provar um argumento motivador. A motivação emocional é passageira. Ela dura enquanto durar a emoção. Já a motivação cognitiva é duradoura porque ela trabalha com a razão.

Há mais de 30 anos trabalho com motivação cognitiva e não emocional. Acredito que motivação é o que fica, depois de passada a emoção. Uma pessoa motivada é aquela que conhece a realidade e a compreende e, pela razão, sente-se capaz de agir para reforçar ou modificar essa realidade. Por isso trabalho muito com dados, com fatos concretos, com argumentos racionais para procurar fazer as pessoas compreenderem a razão de mudar, os porquês e o como fazer as mudanças necessárias.

Daí a minha crença de que ninguém pode tornar alguém motivado. O que eu posso fazer é oferecer os “motivos”, as razões para que você decida, queira e aja. A motivação pessoal é uma porta que só se abre por dentro. Você tem que decidir quais são os seus motivos na vida, tanto pessoal quanto profissional. Não pode ficar esperando que outras pessoas a motivem. Não espere de seus chefes, de seus amigos, de sua família. Busque, pela razão, pela leitura, pelo estudo comparativo, até pela análise de suas intuições, as razões para tomar as decisões corretas em sua vida pessoal e profissional.

Uma pessoa desmotivada é uma pessoa sem motivos próprios. Sem saber seus próprios motivos ela será dirigida pelos motivos alheios. Será um boneco nas mãos dos outros e não terá em suas mãos a direção de sua vida. Assim, conhecer a realidade, reconhecer seus limites para desejar ultrapassá-los, entender o mundo em que vivemos e as condições exigidas para se vencer num mundo globalizado, é fundamental para se ter sucesso. Isso é motivação. Lembre-se: motivação é o que fica, depois de passada a emoção.


Contato: anthropos@sorocaba.com.br

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