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Antropólogo
e pós-doutorado em Macroeconomia
Busque suas razões Sem saber seus próprios motivos, você será dirigido pelos motivos alheios “Assisti a uma palestra de motivação. Fiquei uma semana motivado. Depois voltei a ser o mesmo de antes. A motivação durou apenas uma semana”, disse-me um jovem. “Participei de um curso de motivação em minha empresa. Todos choraram e se abraçaram. Quinze dias depois a situação era a mesma de antes do curso: brigas, desunião, fofocas etc.”, reclamou um empresário. A minha resposta a essas pessoas é a seguinte: vocês não ficaram motivados. Vocês ficaram emocionados. Depois de passada a emoção, voltaram a ser o que, de fato, sempre foram e agir como sempre agiram. Há,
no mínimo, dois tipos de motivação: uma motivação
emocional, que usa a emoção das pessoas de forma às
vezes forte, por meio de depoimentos e descrições de casos
e situações com grande conteúdo emocional e uma
motivação cognitiva, que discute as razões, os
motivos, de ordem lógica, racional, cartesiana para se ter este
ou aquele comportamento e que usa, principalmente, a razão,o
conhecimento, números, estatísticas, dados concretos da
realidade para provar um argumento motivador. A motivação
emocional é passageira. Ela dura enquanto durar a emoção.
Já a motivação cognitiva é duradoura porque
ela trabalha com a razão. |