Abril/Maio/Junho
de 2006
NÚMERO 50
ANO 5

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EM ÚLTIMA ANÁLISE
 
Paulo Mergulhão
Presidente da Pró-Saúde

 

A Igreja e a Saúde

A Igreja faz sua parte na assistência à saúde.
Falta a parte dos homens públicos

A Igreja, desde o descobrimento do Brasil, dedicou-se a duas importantes tarefas na formação e bem-estar do povo brasileiro: educação e saúde. Os religiosos trouxeram para o nosso país, a partir da colonização portuguesa, as Misericórdias, conhecidas como Santas Casas de Misericórdias.

A partir daí, deu-se o processo de evolução do sistema de saúde brasileiro com a vinda dos padres jesuítas. Os padres Manoel da Nóbrega e José de Anchieta criaram junto ao Pátio do Colégio, em São Paulo, um atendimento à saúde e esta sempre foi a marca da Igreja em sua história no Brasil: quando fundavam um colégio quase sempre criavam um hospital para atendimento aos mais necessitados.

Pontualmente, a preocupação da Igreja com a saúde se manifestou com a instalação no Brasil dos padres Camilianos, no início do século 20, no bairro da Pompéia, em São Paulo. Conhecidos no mundo todo como envolvidos com a área da saúde, fundaram hospitais e ambulatórios, disseminando-os por todo o país. Os cuidados, o carinho, a humanidade e a dedicação, inerentes aos princípios religiosos, certamente, proporcionaram a formação do conceito de atendimento aos doentes e necessitados.

Por meio da Igreja, nas Santas Casas e hospitais religiosos, os mais pobres encontram amparo para seus males. São essas instituições as grandes responsáveis pelo atendimento gratuito e fortes aliados dos serviços de Saúde Pública. A criação das Pastorais da Criança, um braço assistencial da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cuida em todo o território nacional de conter a mortalidade infantil e dar condições às gestantes e aos recém-nascidos de uma vida saudável e digna.

A Igreja Evangélica, por sua vez, também cumpre importante papel no quadro de atendimento à Saúde dos mais necessitados.

Paulo Camara, mestre em Liderança, em seu livro “Liderança para o Serviço – Competências e Hospitais Filantrópicos”, menciona a importante participação da Igreja, quando em pesquisa feita em 215 hospitais filantrópicos indica: as entidades religiosas foram apontadas como as mais desenvolvidas em trabalhos em administração participativa e que nos hospitais filantrópicos se concentra o maior contingente de religiosos com formação em Gestão de Serviços no comando da administração hospitalar. A grande maioria dos projetos sociais são desenvolvidos pelos religiosos, beneficiando cerca de 100 mil pessoas.

O espírito de fé e a religiosidade do povo brasileiro endossa e contribui para que a Igreja continue e mantenha a esperança de saúde a custos acessíveis ou mesmo gratuitos. Deus está fazendo sua parte. Resta aos homens públicos, responsáveis pelas políticas de Saúde, permitir a continuidade desse trabalho

Contato: presidente@prosaude.org.br.

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