Presidente
da Pró-Saúde
A
Igreja e a Saúde
A Igreja faz
sua parte na assistência à saúde.
Falta a parte dos homens públicos
A Igreja,
desde o descobrimento do Brasil, dedicou-se a duas importantes tarefas
na formação e bem-estar do povo brasileiro: educação
e saúde. Os religiosos trouxeram para o nosso país, a partir
da colonização portuguesa, as Misericórdias, conhecidas
como Santas Casas de Misericórdias.
A partir daí, deu-se o processo de evolução do sistema
de saúde brasileiro com a vinda dos padres jesuítas. Os
padres Manoel da Nóbrega e José de Anchieta criaram junto
ao Pátio do Colégio, em São Paulo, um atendimento
à saúde e esta sempre foi a marca da Igreja em sua história
no Brasil: quando fundavam um colégio quase sempre criavam um hospital
para atendimento aos mais necessitados.
Pontualmente, a preocupação da Igreja com a saúde
se manifestou com a instalação no Brasil dos padres Camilianos,
no início do século 20, no bairro da Pompéia, em
São Paulo. Conhecidos no mundo todo como envolvidos com a área
da saúde, fundaram hospitais e ambulatórios, disseminando-os
por todo o país. Os cuidados, o carinho, a humanidade e a dedicação,
inerentes aos princípios religiosos, certamente, proporcionaram
a formação do conceito de atendimento aos doentes e necessitados.
Por meio da Igreja, nas Santas Casas e hospitais religiosos, os mais pobres
encontram amparo para seus males. São essas instituições
as grandes responsáveis pelo atendimento gratuito e fortes aliados
dos serviços de Saúde Pública. A criação
das Pastorais da Criança, um braço assistencial da Confederação
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) cuida em todo o território
nacional de conter a mortalidade infantil e dar condições
às gestantes e aos recém-nascidos de uma vida saudável
e digna.
A Igreja Evangélica, por sua vez, também cumpre importante
papel no quadro de atendimento à Saúde dos mais necessitados.
Paulo Camara, mestre em Liderança, em seu livro “Liderança
para o Serviço – Competências e Hospitais Filantrópicos”,
menciona a importante participação da Igreja, quando em
pesquisa feita em 215 hospitais filantrópicos indica: as entidades
religiosas foram apontadas como as mais desenvolvidas em trabalhos em
administração participativa e que nos hospitais filantrópicos
se concentra o maior contingente de religiosos com formação
em Gestão de Serviços no comando da administração
hospitalar. A grande maioria dos projetos sociais são desenvolvidos
pelos religiosos, beneficiando cerca de 100 mil pessoas.
O espírito de fé e a religiosidade do povo brasileiro endossa
e contribui para que a Igreja continue e mantenha a esperança de
saúde a custos acessíveis ou mesmo gratuitos. Deus está
fazendo sua parte. Resta aos homens públicos, responsáveis
pelas políticas de Saúde, permitir a continuidade desse
trabalho
Contato:
presidente@prosaude.org.br.
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