Julho/Agosto/Setembro
de 2006
NÚMERO 51
ANO 5

PRINCIPAL

SALA DE ESPERA
SAÚDE GERAL
EDITORIAL 
ENTREVISTA
CAPA
REPORTAGENS
-PESQUISA
-BRASIL
-INVESTIMENTO
-ATENDIMENTO
-ASSISTÊNCIA
PRÓ-NOTÍCIAS
CRÔNICAS MÉDICAS
EM ÚLTIMA ANÁLISE
EXPEDIENTE
EDIÇÕES ANTERIORES
FALE CONOSCO
ARTIGOS
-DO LEITOR
-RECURSOS HUMANOS
-HUMANIZAÇÃO
-INTERFACE
-MARKETING
-SAÚDE PÚBLICA
-ADMINISTRAÇÃO
-JURÍDICO

Clique para ampliar

 














































 

 

ATENDIMENTO
 

UTI mais aberta

Hospitais começam a permitir visitas até durante todo o dia


Valéria: "Voz familiar é um bom estimulo"

Em nome da humanização e na ajuda à recuperação do paciente, o conceito de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) restritas a visitas começa a ser questionado por alguns hospitais. O jornal “O Estado de S. Paulo” publicou no início de agosto alguns hospitais em que as UTIs foram abertas a visitas durante as 24 horas do dia. Na reportagem são citados os hospitais Santa Catarina, Nove de Julho, Sírio-Líbanês e Albert Einstein, todos em São Paulo.
“A presença dos familiares mais próximos leva conforto ao paciente, reduz a ansiedade e ajuda na recuperação. Ouvir uma voz familiar pode ser um bom estímulo paira o doente”, diz a médica especialista em UTI Valéria Pinheiro. Para Valéria, há quem acredite que os visitantes representem riscos de infecção hospitalar aos pacientes. Ou, ainda, quem estranhe que, hoje em dia, enfermeiros e médicos não precisam mais vestir luvas, avental e touca para entrar no leito de UTI. “Trabalhos científicos comprovaram, nos últimos anos, que essa conduta não evita a infecção hospitalar”, afirma.
Para a médica, a infecção hospitalar é causada por germes intra-hospitalares e não por aqueles trazidos do ambiente externo. “As mãos é que são uma das maiores vias de transmissão de infecção. Portanto, a prevenção mais eficiente é lavar as mãos antes e depois da visita ao doente”. Mesmo fazendo parte da recuperação de uma pessoa internada na UTI, os familiares devem ser orientados pela equipe multidisciplinar envolvida no tratamento. “A visita pode ser um fator de estresse nos casos em que os parentes se mostram ansiosos, angustiados ou impactados por conta dos aparelhos, alarmes e monitores. Nesses casos, há todo um trabalho que o psicólogo do hospital pode fazer com a família, tudo em benefício do paciente”, diz a médica.
Valéria explica que no caso do Hospital Paulistano, onde atua, flores e alimentos não são permitidos dentro do ambiente de UTI e que deveriam ser evitados em qualquer tipo de visita. “Levar fotografias, livros, revistas e artigos religiosos que remetam o pensamento do paciente a seu ambiente doméstico podem inclusive ajudar na recuperação”, afirma.

topo