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| José
Mauro Carrilho Guimarães |
Arquiteto,
Administrador Hospitalar e Especializando em Recursos Físicos
e Tecnológicos - REFIT - ENSP / Fiocruz
Nasce
o gestor de REFIT
Começa
a se formar profissionais especializados em
Recursos Físicos e Tecnológicos da Saúde
O que é
Refit? Refit são os chamados Recursos Físicos e Tecnológicos
da Saúde. A primeira experiência nesse sentido vem sendo
desenvolvida pela turma de Especializando em Recursos Físicos e
Tecnológicos da Fiocruz, em conjunto com a Escola Nacional de Saúde
Pública Sérgio Arouca. Ambas coordenam a formação
dos futuros gestores de Refit com profissionais das áreas de arquitetura,
engenharia e engenharia clinica, oriundos de Secretarias estaduais e municipais,
Vigilâncias Sanitárias, hospitais universitários e
do Ministério da Saúde.
São profissionais que mensalmente se reúnem no Rio de Janeiro,
vindos do Ceará, Pernambuco, Ma-to Grosso do Sul, Distrito Federal,
Minas Gerais, Rio Grande do Sul e do próprio Rio para vencer o
árduo desafio de implementar a gestão Refit no Sistema Único
de Saúde. Profissionais esses que após a conclusão
do curso de Especialização serão formados tutores,
sendo replicadores de conhecimentos para outros, de início, 600
profissionais espalhados pelo Brasil.
A gestão Refit, como rol de atividades, irá tratar dos recursos
de infra-estrutura da Saúde, dos recursos de equipamentos médicos,
dos inventários e diagnósticos dos parques tecnológicos,
das manutenções preventivas, corretivas e preditivas, da
terceirização, treinamento e capacitação dos
profissionais envolvidos, do planejamento, controle e fiscalização,
ter software como ferramenta, criar e manter indicadores, pensar em incorporações
tecnológicas futuras, incorporar recursos humanos (arquitetos,
engenheiros civil, elétrico, eletrônico, mecânico,
clínico, biomédico, tecnólogos e técnicos),
tratar de contratos, documentações e normas, entre algumas
atividades e atribuições.
Não existem fórmulas e nem receitas para se tornar um gestor
de Refit, mas o profissional envolvido deve ter em mente que ter habilidade
(saber fazer), ter atitude (saber ser) e ter conhecimento (saber) são
ingredientes fundamentais para o desempenho de uma nova atribuição.
Ter conhecimento e vivência da rede de saúde (da rede básica
até os grandes hospitais), ter conhecimento do funcionamento da
hierarquização da rede, conhecer a política e a burocracia
do Ministério e do SUS, conhecer situações micro
e marco e de interdependências de realidades locais (cada caso é
um caso), ser agregador dos multiprofissionais que compõem a rede
e o SUS, conhecer normas e leis (por exemplo, a lei 8.666 e a RDC 50),
conhecer o planejamento do sistema como um todo, ter capacidade de decisão,
mobilidade de administrar os recursos físicos, financeiros e humanos
com eficiência e eficácia, e ter compromisso com o SUS, são
predicados para ser um bom gestor de Refit.
E o que a sociedade espera desse novo ator social? Espera que ele tenha
a capacidade de planejar para otimizar os recursos, cada vez mais escassos,
ter a capacidade de articular com as esferas envolvidas, ter visão
ao longo do prazo da tecnologia disponível, ter visão estratégica,
capacidade gerencial e operacional, que seja um bom mediador, objetivo
em suas ações, líder, tenha ética profissional
comprometida com o SUS, saiba delegar, tenha capacidade crítica
para propor novos investimentos e manter os existentes, tenha capacidade
gerencial. Paralelamente ao curso de formação de gestores
Refit está acontecendo o curso de Investidores em Saúde,
que será ótima ferramenta complementar ao curso de Recursos
Físicos e Tecnológicos.
Vivemos a expectativa de que ambos os cursos venham trazer um dinamismo
na política da rede SUS e que efetivamente sejamos atores sociais
e possamos aplicar todos os conhecimentos e ensinamentos que adquirimos
em nossas vidas profissionais em cada uma de nossas regionais por um Brasil
de grandes dimensões e de praticas e costumes diferenciadas.
Contato: carrilho2@br.inter.net
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