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Administrador
de empresas e consultor em Tecnologia da Informação
na área da Saúde
A
importância da informação
Alguns
hospitais simplemente acumulam dados resultantes do processamento,
sem nenhum uso inteligente deles
O que tem
mais valor nos dias de hoje? Dinheiro, metais preciosos, petróleo,
papéis negociáveis nas bolsas de valores? Nenhuma das alternativas.
O que possui maior valor é a informação. Isso mesmo.
A boa e velha informação.
Só que a informação como hoje a conhecemos, acumulada
e tratada sem critérios estruturados, metódicos e sistemáticos,
não apresenta valor agregado algum. Pelo contrário, apenas
cria uma massa cri-tica de dados inconsistentes e sem utilidade prática.
Pouca gente e, principalmente, poucas organizações, conseguem
enxergar o óbvio e entender sua importância estratégica
para a operação dos negócios.
Entender como as informações nos chegam, como são
processadas e como se pode extrair substratos inteligentes dessa massa
critica, realmente pode fazer diferença muito grande. Pode ser
fundamental para o sucesso ou fracasso de qualquer empreitada.
Empresas emergentes ou indivíduos que prosperam rapidamente têm
por traz estratégias de tratamento da informação
consistentes, mesmo que intuitivas, em que prevalece a prática
do bom senso e do óbvio. Empresas com operações globais
também praticam o óbvio, com planejamento estratégico
consistente e tratamento das informações corporativas adequado,
dando-lhes ganho de escala e redução de custos.
Uma simples informação veiculada nos jornais diários,
se bem interpretada, pode propiciar ganhos substancias no mercado financeiro.
Ou seja, é a informação disponível, porém
nem sempre compreendida ou bem utilizada.
O tratamento da informação ganhou um impulso muito grande
com o advento da tecnologia da in-formação. Até dez
ou quinze anos atrás, tratar informação através
de meios computadorizados era privilégio de grandes corporações,
principalmente bancos, seguradoras e grandes empresas multinacionais.
O preço dos computadores, e dos bancos de dados, caíram
muito e hoje se tornaram viáveis para a maioria das empresas.
Entretanto, mesmo com toda essa parafernália tecnológica
disponível com preços razoáveis pouquíssimas
organizações dominam a técnica de tratar as informações
de modo adequado. No caso das empresas dedicadas ao atendimento da saúde
não é diferente.
Não raro, tenho encontrado hospitais de grande porte com uso intenso
de sistemas computadorizados que simplesmente acumulam os dados resultantes
do processamento, sem fazer nenhum uso inteligente deles. O próprio
governo, em suas três esferas, não tem dado tratamento adequado
às informações sobre saúde, perdendo dessa
forma oportunidade única de planejar as ações de
saúde pública no país.
Visitei recentemente um peque-no hospital no centro-oeste da Bahia onde
o tratamento da informação é levado a sério.
Eles possuem uma pequena rede de nove ou dez computadores em que todos
os dados do prontuário do paciente são armazenados, o uso
de papel foi abolido e a gestão do atendimento, fluxo interno de
informação, gestão de farmácia e gestão
financeira, são totalmente automatizados. Além do mais,
um sistema denominado de B.I., ou “business intelligence”
como é conhecido, permite extrair as mais variadas informações
sobre os atendimentos via convênios, consumo de medicamentos e controles
financeiros, dentre outros.
É um exemplo simples de como o tratamento da informação
é viável mesmo em pequenas instituições hospitalares.
Não é necessária a contratação de grandes
especialistas. Basta ter vontade, um mínimo de conhecimento e,
principalmente, trabalhar com o óbvio.
Contato: raul.marcos.01@terra.com.br
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