Julho/Agosto/Setembro
de 2006
NÚMERO 51
ANO 5

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EM ÚLTIMA ANÁLISE
 
Paulo Mergulhão
Presidente da Pró-Saúde

 

Olho neles

A área da saúde deve se unir na escolha de seus
representantes, buscando os que mais se identificam com
suas aspirações e necessidades

Eleição, festa máxima da democracia, momento único para exercermos nossos direitos de cidadãos e, mais do que isso, o dever da escolha certa em nossos dirigentes e representantes. A matéria de capa dessa edição de Notícias Hospitalares destaca o 16º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, acontecido em agosto, em Brasília, onde o destaque foi o momento político brasileiro, oportunidade do setor manifestar suas prementes necessidades e se fazer ouvir pelos candidatos a Presidência da República.

Os dois presidenciáveis com condições de chegar ou se manter no Palácio estiverem presentes, pessoalmente ou representados, re-conhecendo a força do Terceiro Setor. Inclusive, em artigos que escrevi em edições anteriores, comentei sobre a importância do Terceiro Setor e que unido pode decidir uma eleição.

Comentei até que um partido político do Terceiro Setor (P3S) poderia estar surgindo com a união de milhares de entidades sociais espalhadas pelo país, voz ativa dos necessitados e excluídos, fazendo o papel que o Partido dos Trabalhadores (PT) fez com tanto sucesso em relação aos sindicatos e trabalhadores brasileiros.

Enquanto não conseguimos nos mobilizar na criação do nosso partido, necessitamos apontar a escolha de candidatos realmente comprometidos com a saúde brasileira e especialmente com o setor filantrópico que representa a grande força no atendimento dos cidadãos carentes e necessitados de atendimento médico-hospitalar.

As soluções serão possíveis se deixadas as discussões de cunho partidário, comuns em tempo de eleição, e partirmos para ações objetivas. A Carta de Brasília, divulgada pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), aliada aos bons exemplos bem sucedidos nas parcerias com as Organizações Sociais (OSs), podem e devem levar aos resultados esperados no equilíbrio do setor da saúde. O modelo descentralizado adotado em vários estados da federação, como no Pará, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, vem produzindo a esperada melhoria na otimização dos recursos com visíveis melhora de atendimento nos hospitais públicos.

O momento é este. Devemos nos unir na escolha de nossos representantes, buscando os que mais se identificam com nossas aspirações e necessidades. E olho neles!

Contato: presidente@prosaude.org.br.

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