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Consultoria
de Enfermagem e Especialista em Administração
Hospitalar e Saúde Pública
A
resiliência e o
equilíbrio profissional
Devemos
aprender na profissão a superar tudo,
tirando proveito dos sofrimentos inerentes às dificuldades
Ao
focar a qualidade de vida dos profissionais da área assistencial,
o escritor Russell C. Swansburg lista algumas áreas de conflito
na enfermagem, o que contribui para queda do equilíbrio profissional:
comportamento hostil, estresse, exaustão física e mental,
espaço limitado, autoridade do médico, crenças e
valores, responsabilidade abaixo da capacidade, falta de participação
na tomada de decisão, falta de apoio gerencial, exigências
cada vez maiores, rápidas mudanças tecnológicas.
Atualmente a pressão exercida nos ambientes de trabalho, em particular
na saúde, tem sido excessiva, e o malefício que isso imprime
em cada ser humano acaba por acarretar transformações que
levam ao estresse. O estresse profissional tem sido observado em todas
as áreas profissionais, independente de cargo ou função.
Como líderes de equipe devemos nos preocupar em proporcionar ambiente
agradáveis para o dia-a-dia, independente das pressões que
possamos sofrer, pois caso contrário criaremos uma cadeia de efeito
dominó prejudicial ao ambiente corporativo e ao alcance dos ¨almejados¨
resultados. Segundo diversos textos, observam-se que algumas empresas
não tem dado a devida atenção à saúde
física e psicológica de seus colaboradores. O equilíbrio
entre o corpo e a mente aumenta a produtividade, reduz o absenteísmo
e gera um ambiente harmonioso de trabalho.
Para suportar a pressão diária e não transformá-lo
em estresse, se faz necessário algumas medidas, que se nos reeducarmos
auxilia na qualidade de vida. Devemos aprender a desenvolver a resiliência,
que significa a capacidade humana de superar tudo, tirando proveito dos
sofrimentos inerente às dificuldades. O profissional resiliente
é aquele que possui a capacidade de recuperar-se a cada obstáculo
situacional. Fato importante para que não ocorra queda de produtividade,
seguida de alterações físicas e emocionais, o que
acarreta descontrole na execução de atividades diárias.
Para que o equilíbrio seja mantido é necessário realizar
um gerenciamento de conflitos, em que se amplia a compreensão do
problema, aumentam as possibilidades de reso-lução, estabelece-se
um compromisso de tomada de decisão. É necessário
saber negociar, focando o interesse, separando as pessoas do problema.
Dessa forma, são fatores fundamentais para relacionar-se, o espírito
de equipe, a flexibilidade, liderança, saber resolver os problemas
sem gerar desconfortos, habilidade em relacionar-se, humildade para aprender
com quem sabe fazer melhor, contribuir, saber ouvir (uma das habilidades
mais difíceis), estabelecer metas e objetivos possíveis,
possuir atitudes positivas, ter cuidado com a politicagem (ela existe
em qualquer lugar), interagir com a equipe e pedir desculpas (demonstra
respeito e consciência do próprio erro).
Não podemos separar o profissional da pessoa, segundo o psiquiatra
Paulo Gaudêncio. As empresas têm aprendido que as pessoas
têm de viver a emoção no papel profissio-nal, pois
se não sabem e não podem dizer não ocorre a depressão
e, com isso, entre outros malefícios, a produtividade cai.
Em face disso, temos assistido nos últimos anos a estruturação
de vários e diversificados programas de recursos humanos, procurando
se aproximar da individualidade do colaborador, respeitando a essência
do Ser – emoções, crenças, valores, particularidades
e que implica ainda na valorização do profissional.
Importante salientar que as empresas são formadas por pessoas,
com variedade de pensamentos, ações, culturas, crenças,
formações e, não se distanciando do objetivo da empresa,
deve-se valorizar o ser humano e suas potencialidades, extraindo dos conflitos
do dia-a-dia as oportunidades de melhoria nas relações e
na produtividade.
Contato:
cristina@prosaude.org.br
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