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Presidente
da Pró-Saúde
Novo
governo,
velhas propostas
Espera-se
que o governo venha com novas propostas
para a Saúde, com crescimento dos leitos do SUS e
melhor atendimento da rede pública
Antes
das eleições do ano passado, reuniram-se na Ilha de Comandatuba
(BA), por ocasião do 4º. Saúde Business Fórum,
alguns dos principais executivos da área da Saúde no Brasil.
Naquela oportunidade discutiu-se quem seria o eventual comandante do país
e qual o impacto disso no mercado da saúde. Passadas as eleições
– definida a opção pela continuidade do governo do
presidente Luís Inácio Lula da Silva e diante das propostas
que foram apresentadas ao setor –, podemos concluir que nada ou
muito pouco deve mudar nesse setor.
O jornalista Luiz Nassif, conhecido comentarista econômico presente
ao evento, citou em sua palestra o seu sentimento em relação
às propostas pouco criativas ou mesmo sem nenhum conteúdo
prático de solução. E citou isso por parte dos dois
candidatos de então. Não poupou o ex-governador Geraldo
Alckmin de suas críticas. Nassif corrobora com a opinião
que quase todos temos sobre o Sistema Único de Saúde, o
SUS. Um fantástico programa, o maior e melhor estruturado programa
social entre os países em desenvolvimento com característica
continental, como o nosso.
A falta de competência do governo, devido ao engessamento burocrático
e às interferências políticas, tem encontrado a solução
nas parcerias com o setor privado especializado por meio dos contratos
com as Organizações So-ciais. Nesse tocante, encontramos
a oposição ao governo mais alinhada com tal prática,
até porque foram os primeiros a adotar essas parcerias. O governo
Lula e o Partidos dos Trabalhadores, com seus governadores e prefeitos
comprometidos com resultados e não apenas com tendências
filosóficas, também buscam adotar esse modelo, comprovadamente
consagrado.
Igualmente, a falta de políticas consistentes para a Saúde
tem sacrificado a rede hospitalar privada, responsável por mais
de 60% do atendimento do SUS. Essa rede vem apresentando uma grande diminuição
dos leitos disponíveis, com uma perda de 100 mil leitos entre 2000
e 2003 e mais 50 mil descredenciamentos de leitos do SUS nos últimos
dois anos. A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) estimou
uma perda de mais 60 mil leitos em 2006. Aonde vamos parar?
Todos queremos acreditar que o novo governo venha com novas propostas
para a Saúde, que contemplem a manutenção e o crescimento
da disponibilidade dos leitos do SUS pelos hospitais privados e a melhoria
do atendimento da rede pública. Nos resta aguar-dar e torcer.
Contato
: presidente@prosaude.org.br
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