Fevereiro/Março/Abril
de 2007
NÚMERO 52
ANO 5

PRINCIPAL

SALA DE ESPERA
SAÚDE GERAL
EDITORIAL 
ENTREVISTA
CAPA
REPORTAGENS
-QUALIDADE
-PARCERIA
-AMBIENTE HOSPITALAR
-LEGISLAÇÃO
-TÊNDENCIAS
PRÓ-NOTÍCIAS
CRÔNICAS MÉDICAS
EM ÚLTIMA ANÁLISE
EXPEDIENTE
EDIÇÕES ANTERIORES
FALE CONOSCO
ARTIGOS
-INFRA-ESTRUTURA
-HUMANIZAÇÃO
-INTERFACE
-MARKETING
-SAÚDE PÚBLICA
-ADMINISTRAÇÃO
-JURÍDICO

Clique para ampliar

 














































 

 

 

 

EM ÚLTIMA ANÁLISE
 
Paulo Mergulhão
Presidente da Pró-Saúde

 

Novo governo,
velhas propostas

Espera-se que o governo venha com novas propostas
para a Saúde, com crescimento dos leitos do SUS e
melhor atendimento da rede pública

Antes das eleições do ano passado, reuniram-se na Ilha de Comandatuba (BA), por ocasião do 4º. Saúde Business Fórum, alguns dos principais executivos da área da Saúde no Brasil. Naquela oportunidade discutiu-se quem seria o eventual comandante do país e qual o impacto disso no mercado da saúde. Passadas as eleições – definida a opção pela continuidade do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva e diante das propostas que foram apresentadas ao setor –, podemos concluir que nada ou muito pouco deve mudar nesse setor.
O jornalista Luiz Nassif, conhecido comentarista econômico presente ao evento, citou em sua palestra o seu sentimento em relação às propostas pouco criativas ou mesmo sem nenhum conteúdo prático de solução. E citou isso por parte dos dois candidatos de então. Não poupou o ex-governador Geraldo Alckmin de suas críticas. Nassif corrobora com a opinião que quase todos temos sobre o Sistema Único de Saúde, o SUS. Um fantástico programa, o maior e melhor estruturado programa social entre os países em desenvolvimento com característica continental, como o nosso.
A falta de competência do governo, devido ao engessamento burocrático e às interferências políticas, tem encontrado a solução nas parcerias com o setor privado especializado por meio dos contratos com as Organizações So-ciais. Nesse tocante, encontramos a oposição ao governo mais alinhada com tal prática, até porque foram os primeiros a adotar essas parcerias. O governo Lula e o Partidos dos Trabalhadores, com seus governadores e prefeitos comprometidos com resultados e não apenas com tendências filosóficas, também buscam adotar esse modelo, comprovadamente consagrado.
Igualmente, a falta de políticas consistentes para a Saúde tem sacrificado a rede hospitalar privada, responsável por mais de 60% do atendimento do SUS. Essa rede vem apresentando uma grande diminuição dos leitos disponíveis, com uma perda de 100 mil leitos entre 2000 e 2003 e mais 50 mil descredenciamentos de leitos do SUS nos últimos dois anos. A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) estimou uma perda de mais 60 mil leitos em 2006. Aonde vamos parar?
Todos queremos acreditar que o novo governo venha com novas propostas para a Saúde, que contemplem a manutenção e o crescimento da disponibilidade dos leitos do SUS pelos hospitais privados e a melhoria do atendimento da rede pública. Nos resta aguar-dar e torcer.

Contato : presidente@prosaude.org.br

                                                           topo