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Consultoria
de Enfermagem e Especialista em Administração
Hospitalar e Saúde Pública
Burnout:
desafio à
saùde do trabalhador
Médicos
parecem ter a proporção mais elevada de casos
Atualmente,
existe uma preocupação na saúde do indivíduo
no contexto organizacional, pois se relaciona, principalmente, com a produtividade
da empresa. À medida que o indivíduo está inserido
no contexto organizacional, está sujeito a diferentes variáveis
que afetam diretamente o seu trabalho.
Para que se atinja produtividade e qualidade, é preciso indivíduos
saudáveis e atribuídos de qualidade. Em contrapartida, a
organização atua de forma como se muitas vezes pressionasse
o indivíduo, levando-o a estados de doenças, insatisfação
e desmotivação. Dentre esses, encontra-se a fadiga, distúrbios
do sono, alcoolismo, estresse e a síndrome de Burnout. Os trabalhadores
da área de saúde são freqüentemente propensos
ao burnout.
A Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como
uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional.
Se caracteriza por exaustão emocional, avaliação
negativa de si, depressão e insensibilidade com relação
a quase tudo e todos (até como defesa emocional).
O termo burnout é uma composição de burn (queima)
e out (exterior), sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse
consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar comportamento
agressivo e irritadiço. Essa síndrome se refere a um tipo
de estresse ocupacional e institucional com predileção para
profissionais que mantêm relação constante e direta
com outras pessoas, principalmente quando essa atividade é considerada
de ajuda (médicos, enfermeiros, professores).
Os trabalhos com altos níveis de estresse podem ser mais propensos
a causar burnout que trabalhos em níveis normais de estresse. Taxistas,
controladores de tráfego aéreo, músicos, professores
e ar-tistas, parecem ter mais tendência ao burnout do que outros
profissionais. Os médicos parecem ter a proporção
mais elevada de casos (de acordo com um estudo recente no Psychological
Reports, 40% dos médicos apresentavam altos níveis da síndrome).
Hoje, entretanto, as observações já se estendem a
todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam
e/ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem a técnicas
e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações
de trabalho submetidas à avaliações.
Os autores que defendem a Síndrome de Burnout como sendo diferente
do estresse, alegam que a doença envolve atitudes e condutas negativas
com relação aos usuários, clientes, organização
e trabalho, enquanto o estresse apareceria mais como esgotamento pessoal
com interferência na vida do sujeito e não necessariamente
na sua relação com o trabalho. Entretanto, pessoalmente,
julgamos que a Síndrome de Burnout seria a conseqüência
mais depressiva do estresse desencadeado pelo trabalho.
Já Phillips (1984) diz que a primeira medida para evitar a Síndrome
de Burnout é conhecer suas manifestações. Existem,
porém, outras formas de prevenção e que podem ser
agrupadas em três categorias: estratégias individuais (formação
e capacitação profissional), estratégias grupais
(buscar o apoio grupal) e estratégicas organizacionais (estabelecer
políticas de qualidade de vida no trabalho). As organizações
que se preocupam com a Qualidade de Vida do trabalhador acabam por acumular
pontos positivos na classificação das melhores empresas,
e sabemos que este desafio de-pende simultaneamente do indivíduo
e da organização.
Contato:
cristina@prosaude.org.br
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