Maio/Junho/Julho
de 2007
NÚMERO 53
ANO 5

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MARKETING
 
Luiz Cláudio Zenome

Professor de Marketing e de Administração Hospitalar

A tecnologia aplicada
na Gestão Hospitalar

Gestão hospitalar mais eficiente significa agregar
valor com custos e qualidade de serviços

O mercado de prestação de serviços na área da saúde está crescendo em todo o mundo. A atratividade desse negócio (não se pode esquecer que, embora a base do setor da saúde seja social, é primeiramente um negócio, e como tal deve gerar lucro), mediante ao cenário positivo, vêm atraindo grandes empresas para o setor, elevando o grau da concorrência, dificultando a entrada de novos entrantes, assim como aumento da exigência de reestruturação das empresas já existentes.

Percebe-se que, nos últimos anos, a prestação de serviços na área da saúde passou a estar relacionada diretamente com o pensamento estratégico, visto que se tornou mais segregada e especifica, com o objetivo de atender às necessidades dos clientes/pacientes.

Com o aumento da competitividade aumenta também, proporcionalmente, a necessidade das empresas agregarem serviços adicionais durante o relacionamento. Lembrando que, quando uma empresa agrega valor ao relacionamento, o preço para o cliente/paciente não consiste apenas no valor pago, mas, também nos custos de tempo, energia e desgaste psicológico, agregados na aquisição do serviço.

Em artigos anteriores, publicados em Notícias Hospitalares, venho trabalhando a idéia que, para uma estratégia de serviços na área da saúde eficiente, é necessário identificar as necessidades e oportunidades de serviços adicionais oferecidas aos clientes/pacientes, principalmente ações que não estão sendo desenvolvidas pelo seu concorrente, ou seja, oferecer valor agregado ao serviço oferecido como diferencial competitivo.

Em todo o mundo existe carência de serviços que atendem ou excedam às necessidades e expectativas dos clientes. As empresas já estabelecidas encontram dificuldades em manter o seu cliente fiel diante de vários fatores: surgimento rápido de novos produtos; melhor desempenho das atuais tecnologias; sistemas mais eficientes de atendimento ao cliente e principalmente serviços por diferenciação a cada nicho de mercado.

A partir dos anos 90, evidenciou-se um movimento de modernização das técnicas gerenciais, sendo ressaltados os efeitos da entrada de novas tecnologias. Essas novas tecnologias foram percebidas pelos gestores como oportunidades de obtenção de lucros, com redução dos custos.

Diante disto, percebeu-se maior profissionalização e modernização das organizações, incorporando a prestação de serviços, técnicas e modelos gerenciais tecnológicos que possibilitem melhor qualidade e otimização dos processos. A posse de informações precisas e no momento apropriado constitui recurso crítico para o êxito das organizações que atuam na área da saúde como forma de sobreviver no mercado cada vez mais competitivo.

O atendimento e satisfação do cliente/paciente mais eficaz e eficiente passaram a ser um ganho na competitividade. Essa tecnologia aplicada ao relacionamento entre as empresas que atuam na área da saúde e os clientes/pacientes pode, sem dúvida, levar a uma gestão hospitalar mais eficiente.
Quando falamos em uma gestão hospitalar mais eficiente, estamos indicando a necessidade de agregar valor ao cliente/paciente com custos reduzidos e com melhora na qualidade dos serviços prestados. Para atingir este objetivo a tecnologia entra em cena. Para não ficarmos apenas na visão conceitual, podemos indicar algumas possibilidades de aplicação da tecnologia na gestão do relacionamento na área da saúde.

Um paciente ao dar entrada em um hospital pode ser monitorado por um sistema de Rádio Freqüência (RFID) durante sua permanência. Dessa forma, tanto médicos como enfermeiros podem controlar melhor onde o paciente está e quais procedimentos médico já foram adotados.

A tecnologia também pode ser utilizada para aumentar a segurança. Um recém-nascido pode ser monitorado pelos pais e pelo hospital, acompanhando onde está e se cruza algum limite do hospital, o que leva à necessidade de uma intervenção por parte da segurança.

Troca de informações, diagnósticos e análises entre profissionais da área de saúde, em tempo real, permitindo agilidade no processo e de acompanhamento de vários profissionais das decisões a serem tomadas em relação ao paciente. Além disso, agilizam-se, também, os procedimentos administrativos, registrando todos os serviços executados.

Registrar e arquivar todos os procedimentos e diagnósticos de cada paciente, levando a identificação de um perfil, acompanhamento da evolução de um tratamento e analisar a eficiência de uma determinada ação etc.

Esses são apenas alguns exemplos de possibilidades que podem ser incorporadas na gestão da Saúde com o uso da tecnologia. Mas, as possibilidades são muitas, cabe ao gestor utilizar os recursos adequados ao público-alvo que se deseja atingir e, desenvolver uma estratégia criativa a inovadora. Como podemos perceber, as novas tecnologias podem alterar radicalmente o modo pelo qual as organizações, que atuam na área da saú-de, se relacionam com seus clientes/pacientes.

Contato: zenone@uol.com.br.                                                

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