Professor
de Marketing e de Administração Hospitalar
A
tecnologia aplicada
na Gestão Hospitalar
Gestão
hospitalar mais eficiente significa agregar
valor com custos e qualidade de serviços
O mercado
de prestação de serviços na área da saúde
está crescendo em todo o mundo. A atratividade desse negócio
(não se pode esquecer que, embora a base do setor da saúde
seja social, é primeiramente um negócio, e como tal deve
gerar lucro), mediante ao cenário positivo, vêm atraindo
grandes empresas para o setor, elevando o grau da concorrência,
dificultando a entrada de novos entrantes, assim como aumento da exigência
de reestruturação das empresas já existentes.
Percebe-se que, nos últimos anos, a prestação de
serviços na área da saúde passou a estar relacionada
diretamente com o pensamento estratégico, visto que se tornou mais
segregada e especifica, com o objetivo de atender às necessidades
dos clientes/pacientes.
Com o aumento da competitividade aumenta também, proporcionalmente,
a necessidade das empresas agregarem serviços adicionais durante
o relacionamento. Lembrando que, quando uma empresa agrega valor ao relacionamento,
o preço para o cliente/paciente não consiste apenas no valor
pago, mas, também nos custos de tempo, energia e desgaste psicológico,
agregados na aquisição do serviço.
Em artigos anteriores, publicados em Notícias Hospitalares, venho
trabalhando a idéia que, para uma estratégia de serviços
na área da saúde eficiente, é necessário identificar
as necessidades e oportunidades de serviços adicionais oferecidas
aos clientes/pacientes, principalmente ações que não
estão sendo desenvolvidas pelo seu concorrente, ou seja, oferecer
valor agregado ao serviço oferecido como diferencial competitivo.
Em todo o mundo existe carência de serviços que atendem ou
excedam às necessidades e expectativas dos clientes. As empresas
já estabelecidas encontram dificuldades em manter o seu cliente
fiel diante de vários fatores: surgimento rápido de novos
produtos; melhor desempenho das atuais tecnologias; sistemas mais eficientes
de atendimento ao cliente e principalmente serviços por diferenciação
a cada nicho de mercado.
A partir dos anos 90, evidenciou-se um movimento de modernização
das técnicas gerenciais, sendo ressaltados os efeitos da entrada
de novas tecnologias. Essas novas tecnologias foram percebidas pelos gestores
como oportunidades de obtenção de lucros, com redução
dos custos.
Diante disto, percebeu-se maior profissionalização e modernização
das organizações, incorporando a prestação
de serviços, técnicas e modelos gerenciais tecnológicos
que possibilitem melhor qualidade e otimização dos processos.
A posse de informações precisas e no momento apropriado
constitui recurso crítico para o êxito das organizações
que atuam na área da saúde como forma de sobreviver no mercado
cada vez mais competitivo.
O atendimento e satisfação do cliente/paciente mais eficaz
e eficiente passaram a ser um ganho na competitividade. Essa tecnologia
aplicada ao relacionamento entre as empresas que atuam na área
da saúde e os clientes/pacientes pode, sem dúvida, levar
a uma gestão hospitalar mais eficiente.
Quando falamos em uma gestão hospitalar mais eficiente, estamos
indicando a necessidade de agregar valor ao cliente/paciente com custos
reduzidos e com melhora na qualidade dos serviços prestados. Para
atingir este objetivo a tecnologia entra em cena. Para não ficarmos
apenas na visão conceitual, podemos indicar algumas possibilidades
de aplicação da tecnologia na gestão do relacionamento
na área da saúde.
Um paciente ao dar entrada em um hospital pode ser monitorado por um sistema
de Rádio Freqüência (RFID) durante sua permanência.
Dessa forma, tanto médicos como enfermeiros podem controlar melhor
onde o paciente está e quais procedimentos médico já
foram adotados.
A tecnologia também pode ser utilizada para aumentar a segurança.
Um recém-nascido pode ser monitorado pelos pais e pelo hospital,
acompanhando onde está e se cruza algum limite do hospital, o que
leva à necessidade de uma intervenção por parte da
segurança.
Troca
de informações, diagnósticos e análises entre
profissionais da área de saúde, em tempo real, permitindo
agilidade no processo e de acompanhamento de vários profissionais
das decisões a serem tomadas em relação ao paciente.
Além disso, agilizam-se, também, os procedimentos administrativos,
registrando todos os serviços executados.
Registrar e arquivar todos os procedimentos e diagnósticos de cada
paciente, levando a identificação de um perfil, acompanhamento
da evolução de um tratamento e analisar a eficiência
de uma determinada ação etc.
Esses são apenas alguns exemplos de possibilidades que podem ser
incorporadas na gestão da Saúde com o uso da tecnologia.
Mas, as possibilidades são muitas, cabe ao gestor utilizar os recursos
adequados ao público-alvo que se deseja atingir e, desenvolver
uma estratégia criativa a inovadora. Como podemos perceber, as
novas tecnologias podem alterar radicalmente o modo pelo qual as organizações,
que atuam na área da saú-de, se relacionam com seus clientes/pacientes.
Contato:
zenone@uol.com.br.
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