Maio/Junho/Julho
de 2007
NÚMERO 53
ANO 5

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UTI

Mais tempo,
menos vaga

Permanência em unidades intensivas aumentaram
17% nos últimos dois anos

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) – que representa os profissionais que atuam em Unidades de Terapia Intensiva – divulgou em maio que nos últimos dois anos aumentou em 17% o tempo médio de permanência de pacientes em UTIs em relação ao ano anterior. Os dados são do Sistema QuaTI (Qualidade em Terapia Intensiva) que analisa um conjunto de indicadores que refletem o funcionamento das unidades de terapia intensiva. Em 2005, as UTIs adultas que integram o sistema registraram permanência média de pacientes de 5,7 dias, enquanto que em 2006 esse número subiu para 6,7. De acordo com o Sistema QuaTI, a taxa mediana de permanência das UTIs públicas é de 9,2 dias e 5,6 nas particulares.
Segundo a AMIB, isso representa que houve diminuição da oferta de serviços de terapia intensiva no Brasil. “Precisamos reduzir a taxa de permanência nas UTIs. Se conseguirmos diminuí-la, ampliaremos a oferta de serviços de tera-pia intensiva em cerca de 20%”, afirmou Marcelo Moock, diretor da associação. Para Moock, um dos fatores que dificulta a redução é a falta de um caminho interme-diário para transferir os pacientes que recebem alta das UTIs, mas que ainda precisam de cuidados especiais. “O ideal é removê-los para as unidades semi-intensivas. Não podemos colocá-los nas enfermarias, pois lá não há monitoramento 24 horas. Precisamos retirá-lo da UTI. Isso muitas vezes não ocorre, pois não temos onde deslocá-los, sem correr risco. Assim deixamos de ceder uma vaga para um paciente grave”.
Além da falta de leitos e de profissionais capacitados, contri-buíram para o aumento da taxa de permanência o aumento do número de pacientes com mais de 60 anos internados em UTI e de doentes com problemas cardiovasculares e renais. “Apesar da necessidade de ampliação de leitos de semi-intensiva, não se anula a exigência da ampliação de mais leitos nas UTIs. As unidades de terapia intensiva são indispensáveis para procedimentos de alta complexidade”, reforça Moock. Para a AMIB o número desejável de leitos de tratamento intensivo seria de 8% a 10%.

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