AGO/SET/OUT
de 2007
NÚMERO 54
ANO 5

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AÇÕES PÚBLICAS

Resposta rápida

Diante de ameaça de doenças globais,
Ministério da Saúde aperfeiçoa sistemas de vigilância


A Bahia inaugurou em setembro uma Unidade de Resposta Rápida (URR) aos surtos e emergências do país, nos parâmetros do Ministério da Saúde. Responsável pela detecção, monitoramento e fornecimento de respostas às emergências em saúde do estado, a URR da Bahia integrará a Rede Nacional de Respostas aos Surtos e Emergências. O objetivo foi tornar mais rápido e eficiente o controle de doenças e a prevenção a surtos e epidemias. A primeira URR estadual nesses moldes foi implantada no Rio Grande do Norte, em julho deste ano.

Para atender à demanda, a URR da Bahia contará com uma equipe de plantão 24 horas por dia, sete dias por semana e funcionará a partir dos comunicados recebidos pelas secretarias municipais de Saúde e por profissionais de outras unidades de saúde do estado. O novo serviço fará, ainda, acompanhamento de notificações relacionadas a todos os tipos de urgências de doenças epidemiológicas, como sarampo, cólera, poliomielite e febre amarela, além de desastres naturais. Além dessas unidades, o estado de São Paulo já conta com uma estrutura de monitoramento de emergências epidemiológicas há 10 anos. Esse sistema também integra a rede coordenada pelo MS, e conta recursos federais para o seu aperfeiçoamento.

O Ministério da Saúde está investindo R$ 5 milhões na instalação e aperfeiçoamento de 53 unidades em todo o Brasil até 2011. Essas URRs estão integradas ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância de Saúde (Cievs), que funciona desde março de 2006 na sede do Ministério da Saúde, em Brasília, concentrando as notificações de doenças e a tomada de decisões em casos específicos. O Cievs é um dos centros do mundo especialmente equipados para receber informações sobre a ocorrência de surtos e emergências epidemiológicas, tais como os instalados nos Estados Unidos, Canadá e México, por exemplo. A criação dessa rede segue as orientações do novo Regulamento Sanitário Internacional, que entrou em vigor em junho. Diante de ameaças globais, como a possível ocorrência de pandemia de influenza, tornou-se necessário o aperfeiçoamento das ações de vigilância em saúde.

Esse sistema integrado de vigilância permite ampliar a capacidade de detectar e responder às emergências de saúde pública. No período de março de 2006 a julho de 2007, o Cievs monitorou 301 eventos, em todo o Brasil, e em países vizinhos, como a Argentina e Bolívia. Destes, 299 foram por agravos transmissíveis e dois por desastres naturais. O Relatório Anual da Organização Mundial de Saúde, divulgado em agosto, afirma que as doenças infecciosas estão se espalhando em todo o mundo com uma rapidez jamais registrada e que nenhum país está protegido frente à chegada de novas enfermidades.

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