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Resposta
rápida
Diante
de ameaça de doenças globais,
Ministério da Saúde aperfeiçoa sistemas de vigilância

A Bahia inaugurou em setembro uma Unidade de Resposta Rápida (URR)
aos surtos e emergências do país, nos parâmetros do
Ministério da Saúde. Responsável pela detecção,
monitoramento e fornecimento de respostas às emergências
em saúde do estado, a URR da Bahia integrará a Rede Nacional
de Respostas aos Surtos e Emergências. O objetivo foi tornar mais
rápido e eficiente o controle de doenças e a prevenção
a surtos e epidemias. A primeira URR estadual nesses moldes foi implantada
no Rio Grande do Norte, em julho deste ano.
Para atender à demanda, a URR da Bahia contará com uma equipe
de plantão 24 horas por dia, sete dias por semana e funcionará
a partir dos comunicados recebidos pelas secretarias municipais de Saúde
e por profissionais de outras unidades de saúde do estado. O novo
serviço fará, ainda, acompanhamento de notificações
relacionadas a todos os tipos de urgências de doenças epidemiológicas,
como sarampo, cólera, poliomielite e febre amarela, além
de desastres naturais. Além dessas unidades, o estado de São
Paulo já conta com uma estrutura de monitoramento de emergências
epidemiológicas há 10 anos. Esse sistema também integra
a rede coordenada pelo MS, e conta recursos federais para o seu aperfeiçoamento.
O Ministério da Saúde está investindo R$ 5 milhões
na instalação e aperfeiçoamento de 53 unidades em
todo o Brasil até 2011. Essas URRs estão integradas ao Centro
de Informações Estratégicas em Vigilância de
Saúde (Cievs), que funciona desde março de 2006 na sede
do Ministério da Saúde, em Brasília, concentrando
as notificações de doenças e a tomada de decisões
em casos específicos. O Cievs é um dos centros do mundo
especialmente equipados para receber informações sobre a
ocorrência de surtos e emergências epidemiológicas,
tais como os instalados nos Estados Unidos, Canadá e México,
por exemplo. A criação dessa rede segue as orientações
do novo Regulamento Sanitário Internacional, que entrou em vigor
em junho. Diante de ameaças globais, como a possível ocorrência
de pandemia de influenza, tornou-se necessário o aperfeiçoamento
das ações de vigilância em saúde.
Esse sistema integrado de vigilância permite ampliar a capacidade
de detectar e responder às emergências de saúde pública.
No período de março de 2006 a julho de 2007, o Cievs monitorou
301 eventos, em todo o Brasil, e em países vizinhos, como a Argentina
e Bolívia. Destes, 299 foram por agravos transmissíveis
e dois por desastres naturais. O Relatório Anual da Organização
Mundial de Saúde, divulgado em agosto, afirma que as doenças
infecciosas estão se espalhando em todo o mundo com uma rapidez
jamais registrada e que nenhum país está protegido frente
à chegada de novas enfermidades.
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