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Consultoria
de Enfermagem e Especialista em Administração
Hospitalar e Saúde Pública
A
Vida nos inspira
Se
fosse possivel observar com uma lente de aumento
a sáude da sociedade humana, perceberíamos muita dor e sofrimento
É
preciso refletir sobre algumas lições que a própria
vida nos passa. Em primeiro lugar, é fundamental compreender que,
apesar dos surpreendentes avanços da ciência, é absolutamente
impossível recriar todas as formas de vida em laboratório.
Infelizmente, sabemos destruir, com diversos tipos de armas – nucleares,
químicas e biológicas – toda e qualquer vida na Terra.
Mas não sabemos como, nem por onde começar a restaurá-la.
Podemos dizer que alguma coisa é viva quando ela gera a si mesma.
Estamos tão acostumados a encontrar outras pessoas caminhando à
nossa frente, a ver as árvores alimentando os pássaros e
insetos, que esquecemos, literalmente, de admirar a vida em seu mistério.
O milagre se tornou comum: mulheres grávidas em países em
guerra, ovos eclodindo em terras áridas, a grama brotando das frestas
do asfalto de cidades maltratadas pela violência.
A vida é criativa. Observe as folhas de uma árvore. Se olhar
a-tentamente, perceberá que não existe uma folha igual à
outra. O mesmo acontece quando observamos as multidões caminhando
pelas ruas: quantas pessoas diferentes umas das outras! Na família
humana, em todo nosso planeta, abraçamos um número imenso
de raças, culturas, religiões, visões de mundo, de
valores.
E, logicamente, é impossível que todo mundo pense do mesmo
jeito: alguns gostam do verão, outros preferem o inverno. O problema
começa quando se torna difícil aceitar o ponto de vista
do outro. Perdemos a paciência, nos tornamos intolerantes, discutimos
e, sem querer, podemos utilizar a violência para lidar com esse
conflito.
Em uma atitude imediatista e impensada, corremos o risco de desrespeitar
a vida, machucando nosso semelhante com palavras, gestos, atitudes. É
exatamente assim que começam as brigas e as guerras. E é
justamente esta espiral de violência que queremos eliminar.
Para compreender a arte da aceitação do outro, podemos aprender
com nossa maior mestra: a própria vida, bem maior do que o universo,
que insiste em pulsar a cada instante. Teima em se concretizar, perfeita
e harmonicamente.
Vamos continuar estudando a vida: ao caminhar em uma mata ou a beira-mar,
observando o pôr-do-sol, estabelecemos uma sensação
imediata de paz, acolhimento e harmonia com a Terra. O amor é o
combustível fundamental da humanidade, o alicerce da vida no planeta.
É um bem-estar espontâneo, fácil, natural, que precisa
ser redescoberto. Cabe a cada um de nós empreender essa viagem
interior, ao encontro da bondade humana, virtude presente em todas as
culturas.
Mas e no nosso organismo maior, a sociedade? Existe essa mesma sintonia?
O que seria de nós sem os empregados das usinas hidroelétricas
que produzem energia? Sem os padeiros, médicos e lixeiros? Músicos,
jornalistas e camponeses? Dependemos uns dos outros para sobreviver. Infelizmente,
esse fato é freqüentemente esquecido, nos diversos cantos
do planeta, a cada instante. Se pudéssemos observar com uma lente
de aumento a saúde da sociedade humana, perceberíamos muita
dor e sofrimento. Muitos não encontram oportunidades de moradia,
alimento, trabalho.
Será que podemos fazer algo para construir um mundo mais justo,
mais cooperativo? A injustiças e desigualdades são tantas
que, muitas vezes, é mais cômodo nos sentirmos magoados e
revoltados. Mas, de alguma maneira, precisamos aprender que a paz está
em nossas mãos: a sociedade do futuro depende de nós. Cabe
a cada um cuidar da vida, em seu aspecto social, pessoal e planetário.
Vamos respeitar a vida, cuidando:
•Da natureza à nossa volta
•De nossa comunidade, de nosso bairro, de nossa família
•De nosso corpo
•Das palavras que dizemos
•Do nosso olhar... que revelam a verdade de nossos sentimentos.
Contato:
cristina@prosaude.org.br
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