A
voz do consumidor
Pesquisa mostra o que
empregados pensam das operadoras

Uma dica
importante para os gestores de Recursos Humanos, dada na “Pesquisa
de Satisfação com Planos de Saúde – A Voz
do Consumidor”, feita no Brasil pela consultoria internacional
de recursos Humanos Watson Wyatt, para medir o grau de satisfação
de empregados com os planos de saúde oferecidos por suas empresas.
Os resultados mostraram que 92% desse público consideram a assistência
médica muito importante no rol de benefícios oferecidos
aos funcionários. A pesquisa, divulgada em agosto, envolveu 2.733
empregados de diversos cargos, de estagiários a gerentes e diretores,
de um total de 58 empresas multinacionais e nacionais, dos estados de
São Paulo (59%), Rio de Janeiro e Minas Gerais (ambos 17%) e
outros estados (7%). A maioria dos participantes é da faixa etária
de 26 a 45 anos, sexo masculino, casado e possui nível superior.
Outro dado é que 94% dos entrevistados utilizaram o plano de
saúde nos últimos 12 meses, destes, 64% usaram apenas
a rede credenciada da operadora e 26% o sistema de reembolso. Em 89%
dos casos, há contribuição para o custeio do benefício,
seja ela fixa mensal (46%), fixa mensal e co-participação
nos eventos (27%) ou apenas co-participação nos eventos
(26%).
A pesquisa não teve o objetivo de avaliar se as pessoas estão
satisfeitas com o benefício em si, mas sim a satisfação
pelos serviços prestados pela operadora de saúde contratada
pela empresa. Apesar das reclamações gerais que são
feitas por consumidores contra os planos de saúde, três
em cada cinco entrevistados afirmaram que não mudariam de operadoras,
mesmo que tivessem essa possibilidade.
Para os pesquisadores, um dos destaque do estudo foi a preocupação
com os custos dos programas de assistência médica antes
e durante a aposentadoria. Quase 50% dos trabalhadores encontram-se,
já nos dias de hoje, preocupados ou muito preocupados com tal
encargo e 68% acreditam que não terão condições
de arcar com o mesmo na aposentadoria, inclusi-ve aqueles que ocupam
cargos mais elevados, com maior poder financeiro. Tendo em vista que
as mensalidades sofrem um aumento médio anual de 4% acima da
inflação, para a Watson Wyatt é preciso estimular
a constituição de reservas financeiras como forma de minimizar
o problema no futuro.
Constatou-se, ainda, que o processo de comunicação também
exige aperfeiçoamento e continuidade, já que um número
consi-derável de beneficiários ignora as coberturas do
seu plano, mas ao mesmo tempo, busca informações na imprensa
em geral sobre novos tratamentos médicos. Nesse sentido, os participantes
também entendem e incentivam a importância de programas
que visam melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças. Por
isso, é recomendável que as empresas trabalhem o conceito
do “consumirismo”, ou seja, forneçam mais informações
sobre o benefício saúde aos empregados de modo que eles
passem a ser mais criteriosos e contestadores quando da escolha, se
preocupem em obter detalhes do tratamento proposto, questionem a necessidade
dos exames solicitados e busquem outras opiniões, assim como
fazem na hora de adquirir um outro bem qualquer. Segundo a análise
do estudo, em países como os Estados Unidos, a prática
do “consumirismo” vem apresentando resultados favoráveis
no controle dos custos.
Outro ponto avaliado na pesquisa refere-se às operadoras em geral.
Aquelas classificadas como Medi-cina de Grupo, bem como os serviços
nos quesitos “agilidade nos processos de reembolso” e “atendimento
do Call Center” tiveram os piores índices de satisfação.
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