AGO/SET/OUT
de 2007
NÚMERO 54
ANO 5

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PLANOS DE SAÚDE
 

A voz do consumidor
Pesquisa mostra o que
empregados pensam das operadoras


Uma dica importante para os gestores de Recursos Humanos, dada na “Pesquisa de Satisfação com Planos de Saúde – A Voz do Consumidor”, feita no Brasil pela consultoria internacional de recursos Humanos Watson Wyatt, para medir o grau de satisfação de empregados com os planos de saúde oferecidos por suas empresas. Os resultados mostraram que 92% desse público consideram a assistência médica muito importante no rol de benefícios oferecidos aos funcionários. A pesquisa, divulgada em agosto, envolveu 2.733 empregados de diversos cargos, de estagiários a gerentes e diretores, de um total de 58 empresas multinacionais e nacionais, dos estados de São Paulo (59%), Rio de Janeiro e Minas Gerais (ambos 17%) e outros estados (7%). A maioria dos participantes é da faixa etária de 26 a 45 anos, sexo masculino, casado e possui nível superior.

Outro dado é que 94% dos entrevistados utilizaram o plano de saúde nos últimos 12 meses, destes, 64% usaram apenas a rede credenciada da operadora e 26% o sistema de reembolso. Em 89% dos casos, há contribuição para o custeio do benefício, seja ela fixa mensal (46%), fixa mensal e co-participação nos eventos (27%) ou apenas co-participação nos eventos (26%).
A pesquisa não teve o objetivo de avaliar se as pessoas estão satisfeitas com o benefício em si, mas sim a satisfação pelos serviços prestados pela operadora de saúde contratada pela empresa. Apesar das reclamações gerais que são feitas por consumidores contra os planos de saúde, três em cada cinco entrevistados afirmaram que não mudariam de operadoras, mesmo que tivessem essa possibilidade.

Para os pesquisadores, um dos destaque do estudo foi a preocupação com os custos dos programas de assistência médica antes e durante a aposentadoria. Quase 50% dos trabalhadores encontram-se, já nos dias de hoje, preocupados ou muito preocupados com tal encargo e 68% acreditam que não terão condições de arcar com o mesmo na aposentadoria, inclusi-ve aqueles que ocupam cargos mais elevados, com maior poder financeiro. Tendo em vista que as mensalidades sofrem um aumento médio anual de 4% acima da inflação, para a Watson Wyatt é preciso estimular a constituição de reservas financeiras como forma de minimizar o problema no futuro.

Constatou-se, ainda, que o processo de comunicação também exige aperfeiçoamento e continuidade, já que um número consi-derável de beneficiários ignora as coberturas do seu plano, mas ao mesmo tempo, busca informações na imprensa em geral sobre novos tratamentos médicos. Nesse sentido, os participantes também entendem e incentivam a importância de programas que visam melhorar a qualidade de vida e prevenir doenças. Por isso, é recomendável que as empresas trabalhem o conceito do “consumirismo”, ou seja, forneçam mais informações sobre o benefício saúde aos empregados de modo que eles passem a ser mais criteriosos e contestadores quando da escolha, se preocupem em obter detalhes do tratamento proposto, questionem a necessidade dos exames solicitados e busquem outras opiniões, assim como fazem na hora de adquirir um outro bem qualquer. Segundo a análise do estudo, em países como os Estados Unidos, a prática do “consumirismo” vem apresentando resultados favoráveis no controle dos custos.

Outro ponto avaliado na pesquisa refere-se às operadoras em geral. Aquelas classificadas como Medi-cina de Grupo, bem como os serviços nos quesitos “agilidade nos processos de reembolso” e “atendimento do Call Center” tiveram os piores índices de satisfação.

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