NOV/DEZ/JAN
de 2008
NÚMERO 55
ANO 5

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Artigo do Leitor
 
Andreza Aparecida Barbosa
Supervisora de Serviços e Estatística e Análise do
Hospital Sta. Casa de Poços de Caldas - MG

 

O sucesso dos indicadores
de saúde por meio do ciclo gerencial

Os indicadores de serviço de saúde em sua ação retra-tam o desenvolvimento da instituição em termos de quantidade e qualidade, abrangendo eficiência e eficácia do serviço prestado ao cliente.

A palavra administração vem do latim "ad", que significa direção, tendência para algo; e "minister", que significa pessoas; e do sufixo ação que é o resultado de uma força, energia, modo de atuar e designa o desempenho de tarefas de direção dos assuntos de um grupo.

Mas, como administrar indicado-res sem o envolvimento e comprometimento de pessoas? Eis o papel imprescindível de um processo de interação administrativa denominado ciclo gerencial, que reporta em si a comunicação, tomada de decisão, delegação, atualização, motivação e liderança:

• A comunicação tem a função de manter o fluxo de informação entre os componentes da organização e retrata digerir dados reais, esclarecimentos duvidosos, devido ao contato com a fonte de informação.

• A delegação auxilia na transferência de tarefas, atividades e responsabilidades a outra pessoa, ou seja, um indivíduo ca-paz de exercê-las.
• A motivação é um fato indivi-dual que estimula, mas não determina, e revela tendências que o indivíduo possui para interagir em ações mais acertadas, devido a sua auto-estima.

• A tomada de decisão é uma tentativa racional para atingir os objetivos da organização. Reflete em si uma oportunidade construtiva de identificar correções necessárias à instituição.

• A liderança, pessoas que desenvolvam habilidades interpessoais para coordenar e ensinar a fazer corretamente, acompa-nhando o processo.

• A atualização, educação conti-nuada, educação em serviço ou permanente, é uma nomenclatura que dimensiona tendências de aprendizado e reciclagem construtiva para as organizações. Um exemplo re-cente foi o do governo de Minas Gerais, pioneiro no lançamento do Programa de Fortalecimento dos Hospitais (Pró-Hosp), conveniados ao Sistema Único de Saú-de (SUS) e as instituições filan-trópicas, em que requisita a capacitação de pessoal por meio de um curso de especia-lização oferecido pela Escola de Saúde Pública de Minas Gerais. O programa visa estabelecer objetivos estratégicos, identificar as medidas de melhoria na gestão, definir os indicadores de desempenho, determinar metas concretas e mensuráveis e realizar o monitoramento contínuo dos compromissos, buscando a excelênciados serviços prestados, com qualidade e res-ponsabilidade social.

Administrar uma instituição de saúde complexa, contemplando indicadores reais dependerá da consciência e envolvimento de cada profissional, interligado ao processo de coleta de dados, pois se a equipe de trabalho não esti-ver envolvida com o mesmo ideal de missão e visão, os valores ora mensurados não transparecerão por intermédio dos fatos apurados na informação. "Não se gerencia o que não se mede. Não se mede o que não se define. Não se define o que não se entende. Não há sucesso no que não se gerencia" (William Edwards Deming).

Colaboradoras:
Zilda de Cássia M.Diniz (RH Hospital Santa Casa P. Caldas)
Cibele Siqueira N.Rennó (Dpto Enfer-magem Hospital Santa Casa P. Caldas)

Contato: andreza.adm1@gmail.com



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