O
Peso da CPMF
Segundo o Ministério da Saúde, do total
de gastos
com a saúde, cerca de 34% vêm do "imposto do cheque"
Enquanto
a prorrogação da Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF), conhecido como "imposto
do cheque", entrava em dezembro na reta final de discussão
no Congresso Nacional, o Ministério da Saúde divulgava
números relativos aos investimentos na saúde em 2007.
O orçamento para o setor neste ano é de R$ 44 bilhões.
Desse total, cerca de 35% (R$ 15,8 bilhões) têm como origem
a CPMF.
Segundo o ministério, os recursos arrecadados são integralmente
re-passados para os estados e municípios para serem investidos
em procedimentos de média e alta complexidade. Assim, cerca de
85% do financiamento desses atendimentos são feitos pela contribuição
provisória, que também paga todos os exames realizados
na rede pública de saúde.
Em 2006, com a arrecadação da CPMF, foram destinados R$
14,3 bilhões para a Saúde. Com esses recursos, o Sistema
Único de Saúde (SUS) realizou 11 milhões de internações,
268 milhões de consultas especializadas, 348,8 milhões
de exames laboratoriais, 9,3 milhões de hemodiálises,
134 milhões de procedimentos ambulatoriais e 2,2 milhões
de partos.
De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
a regularidade desta fonte garante um fluxo adequado de financiamento.
"A não-aprovação da CPMF seria uma tragédia.
A ausência desses recursos deixaria o sistema de saúde
em situação de colapso total. A contribuição
é essencial para o funcionamento da rede pública de saúde",
afirmou. Entre 1997 e 2007, a CPMF representou mais de 40% das fontes
de recursos para a execução de ações e serviços
de saúde no SUS.

A arrecadação com a CPMF integra os recursos destinados
pela União à Saúde, em respeito à regra
constitucional, estabelecida pela Emenda nº 29, de 2000.
Com a regulamentação da emenda, aprovada pela Câmara
dos Deputados no início de novembro, os recursos federais destinados
à Saúde ficam vinculados à variação
nominal do Produto Interno Bruto (PIB) com o incremento gradual da alíquota
da CPMF. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado Federal.
Atualmente, a alíquota da contribuição é
de 0,38%. Da alíquota, 0,20% dos recursos são destinados
à Saúde. De acordo com o texto aprovado na Câmara,
esse percentual subirá para 0,24% em 2008, 0,25% em 2009, 0,26%
em 2010 e 0,28% em 2011. Dessa ma-neira, os repasses somarão
R$ 24 bilhões nos próximos quatro anos, divididos em R$
4 bilhões em 2008, R$ 5 bilhões em 2009, R$ 6 bilhões
em 2010 e R$ 9 bilhões em 2011. De acordo com o ministro Temporão
o orçamento federal da Saúde passará de R$ 44 bilhões
este ano, para R$ 72 bilhões em 2011.
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