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Qualidade,
volver A rígida disciplina talvez explique parte do sucesso do Hospital de Guarnição de João Pessoa (PB), o primeiro hospital militar do Brasil a ser acreditado, em 2002, e o único a ter o nível 2. Até novembro, almeja outro feito. Pleiteia o nível 3, que fará com que integre o restrito time dos outros três hospitais brasileiros com o mesmo título (Márcio Cunha, de Ipatinga e Mater Dei, de Belo Horizonte, ambos em Minas Gerais, e Oswaldo Cruz, de São Paulo). Os resultados obtidos pelo HGuJP foram reconhecidos em junho, quando o tenente coronel Ramon Baptista Soares, médico com especialização em Administração e diretor do hospital, recebeu o prêmio Johnson & Johnson de Administração Hospitalar, vencendo outros dez projetos enviados de todo o país. Com infra-estrutura pequena, o hospital tem 19 leitos, 280 funcionários, 45 deles civis, e 30 médicos. Surgido na década de 50 como um simples posto médico do 1º Grupamento de Engenharia de Construção, o HguJP transformou-se em maternidade e hospital em 1996. Em 1998, foi o primeiro hospital militar do mundo a obter o título de “Amigo da Criança”. Em 2002, por iniciativa do então diretor, tenente coronel Antônio Marques, iniciou os preparativos para Acreditação. Em 2004, obteve o primeiro lugar entre as organizações militares de saúde do Comando Militar do Nordeste (CMNE), como parte do Programa de Excelência Gerencial do Exército. “O
HGuJP atende cerca de 15 mil pessoas, entre militares, civis do Ministério
da Defesa e os respectivos dependentes”, explica o diretor interino
major médico José Edacyr Simm, com MBA em Gestão
Hospitalar. Como João Pessoa tem a característica de ser
uma cidade de “aposentados”, teoricamente com mais problemas
de saúde, o hospital está sempre sobrecarregado, principalmente
em atendimentos de geriatria, cardiologia e pneumologia. “Houve
uma ordem do comando de Brasília para que todos os hospitais
militares do País buscassem a Acreditação. Só
o HguJP conseguiu”, constata o capitão Marcelo Ildefonso
Santos, administrador que redigiu o projeto premiado. “Foi como
uma revolução dentro do hospital, com a vinda de outros
órgãos, que não os próprios dos militares,
para verificar as medidas de qualidade que deviam ser implantadas, caso
da Anvisa”, explica Santos. A
desvantagem, segundo o major, é justamente a burocracia que todo
gestor militar não pode deixar de cumprir, como a profusão
de relatórios. Some-se a falta de aportes financeiros. Para Acreditação
de uma autoclave, por exemplo, o hospital precisou buscar parcerias
com fornecedores. Agora
mesmo o custo da visita técnica para avaliação
do nível 3 deve custar cerca de R$ 16 mil. Dificuldades que o
HguJP vem superando com coração civil e disciplina militar. |