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Coordenador
executivo do Programa da Qualidade da Fundação Hemominas
O
compromisso O
processo de melhoria deve começar no topo da organização
Como fica uma organização na qual as lideranças não são exemplos de qualidade, ética e competência? Numa organização que busca a excelência, qual o papel das lideranças? Para o Prêmio Nacional da Qualidade - PNQ, “a força propulsora da excelência organizacional está baseada na capacidade e no comprometimento da alta direção em liderar um sistema de gestão eficaz”. O critério de liderança do Prêmio Nacional da Gestão Pública aborda “como a alta administração atua pessoalmente para definir e disseminar entre os colaboradores os valores, as políticas e orientações estratégicas da organização”. No Manual de Acreditação de organizações hospitalares, no item 1.1 Direção e Lide-rança, para o Nível 3, temos o requisito que destaca a participação ativa da direção e liderança no “programa institucional da Qualidade e produtividade com evidências de ciclos de melhoria”. Finalmente temos em Albrecht,1992, a clara advertência de que “uma iniciativa importante em termos de (qualidade de) serviços requer uma liderança forte – do topo da organização. A liderança não é eficaz sem credibilidade”. A
busca do estado da arte da gestão exige melhoria contínua,
que por sua vez somente se efetiva por meio de um processo sustentado
de educação continuada e mudanças. Isso demanda tempo,
energia, esforço, paciência e perseverança por parte
de todos, em especial, da direção. O êxito ou o fracasso
de um projeto de melhoria da qualidade está intimamente ligado
ao maior ou menor esforço da direção no seu desenvolvimento.
São
causas comuns de insucesso o não envolvimento da alta administração,
o desinteresse do nível gerencial intermediário, o inadequado
planejamento e a ansiedade por resultados imediatos. Vamos nos vacinar
contra essa possível infecção oportunista que pode
prejudicar sobremaneira o nosso projeto. Liderança de qualidade
é fundamental na gestão da qualidade.
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