OUTUBRO
DE 2005
NÚMERO 48
ANO 4

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QUALIDADE
 
Cláudio Medeiros Santos
Coordenador executivo do Programa da Qualidade da Fundação Hemominas

O compromisso
das lideranças

O processo de melhoria deve começar no topo da organização

Como fica uma organização na qual as lideranças não são exemplos de qualidade, ética e competência? Numa organização que busca a excelência, qual o papel das lideranças? Para o Prêmio Nacional da Qualidade - PNQ, “a força propulsora da excelência organizacional está baseada na capacidade e no comprometimento da alta direção em liderar um sistema de gestão eficaz”. O critério de liderança do Prêmio Nacional da Gestão Pública aborda “como a alta administração atua pessoalmente para definir e disseminar entre os colaboradores os valores, as políticas e orientações estratégicas da organização”. No Manual de Acreditação de organizações hospitalares, no item 1.1 Direção e Lide-rança, para o Nível 3, temos o requisito que destaca a participação ativa da direção e liderança no “programa institucional da Qualidade e produtividade com evidências de ciclos de melhoria”. Finalmente temos em Albrecht,1992, a clara advertência de que “uma iniciativa importante em termos de (qualidade de) serviços requer uma liderança forte – do topo da organização. A liderança não é eficaz sem credibilidade”.

A busca do estado da arte da gestão exige melhoria contínua, que por sua vez somente se efetiva por meio de um processo sustentado de educação continuada e mudanças. Isso demanda tempo, energia, esforço, paciência e perseverança por parte de todos, em especial, da direção. O êxito ou o fracasso de um projeto de melhoria da qualidade está intimamente ligado ao maior ou menor esforço da direção no seu desenvolvimento.
Daí a advertência: a qualidade deve começar do topo da organização. A direção deverá ser o exemplo maior para o restante da empresa. Ela deverá viver e respirar a qualidade. Vale dizer:

  • Entender e estar consciente e seguro de que a qualidade poderá levar à melhoria e à sobrevivência da empresa.
  • Compreender as conseqüências práticas que o projeto trará para a empresa.
  • Criar condições internas para que todos os setores efetivamente tenham como implementar as ações de melhoria.
  • Acompanhar de perto o desenvolvimento do projeto em cada setor e área.
  • Responder em tempo hábil a todos os problemas e questões levantados no transcurso do projeto, naquilo que lhe compete, em termos de estratégias e decisões.
  • Dedicar tempo ao projeto.
  • Ser o facilitador maior da empresa, ou seja, delegar, acompanhar, apoiar, garantir os meios, fomentar perante os demais a importância da iniciativa de cada um e o compromisso da direção em proporcionar os meios possíveis para o progresso e a melhoria.

São causas comuns de insucesso o não envolvimento da alta administração, o desinteresse do nível gerencial intermediário, o inadequado planejamento e a ansiedade por resultados imediatos. Vamos nos vacinar contra essa possível infecção oportunista que pode prejudicar sobremaneira o nosso projeto. Liderança de qualidade é fundamental na gestão da qualidade.



Contato: gestão@uai.com.br                                                                     topo