OUTUBRO
DE 2005
NÚMERO 48
ANO 4

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EM ÚLTIMA ANÁLISE
 
Paulo Mergulhão
Presidente da Pró-Saúde

Responsabilidade de todos nós

Temos o dever e a obrigação de ser socialmente responsáveis

Estamos em tempos de responsabilidade social. As empresas e a sociedade organizada vêm sendo levadas a se preocupar com esse tema, como forma de minimizar os efeitos da crise que se abate sobre nossa sociedade, que nos conduz ao caótico momento de violência urbana. Em defesa de nossa segurança, da de nossa família e das gerações futuras, devemos nos mobilizar contra esse mal que nos abate e do qual somos todos responsáveis.

Quando da posse do governo Luiz Inácio Lula da Silva, por seu discurso de campanha e início de grandes projetos sociais como o Fome Zero, tivemos a sensação que nem tudo estava perdido e que começaríamos resolvendo o dramático problema da miséria que assola secularmente o Brasil.

Lembro-me que a motivação pelo assistencialismo começava a impregnar os notáveis e poderosos, quando até uma doação da modelo Gisele Bündchen, para citar um exemplo, ficou ameaçado por algum tempo por falta absoluta de legalidade contábil e operacional, lembram-se? E hoje, temos visto pela Imprensa rios de dinheiro, circulando em malas – ou até mesmo em cuecas –, fugindo pelo ladrão (os de casaca, ou melhor dizendo, de paletó).

Mas não podemos ficar chorando sobre o leite derramado, enquanto nossas crianças estão abandonadas à própria sorte, dormindo em ruas das grandes cidades, crianças cujas mazelas acabam por gerar novas gerações de abandonados. O que poderemos esperar dessa geração de abandonados a não ser mais misérias?

Temos o dever e a obrigação de ser socialmente responsáveis. Conscientizados dessa necessidade, grupos empresariais e segmentos da sociedade desejam contribuir, mas não sabem como fazê-lo. A Pró-Saúde que, como entidade filantrópica, também tem a cultura da preocupação social sacramentada em seus estatutos e desenvolvida em seus projetos em todo o país (onde mantém creches, asilos, albergues, centros de convivência e outros), tem o conhecimento e a capacidade técnica de servir como aglutinadora, indicando, orientando e, até mesmo, administrando esses novos trabalhos.

Na prática, nossa atividade na gestão em Saúde e administração hospitalar leva-nos aos mais distantes pontos deste país, em grandes e pequenas cidades, sempre com a análise crítica das dificuldades, carências, e necessidades sociais que serão encontradas na implantação dos projetos de saúde para os quais fomos contratados.

Para reforçar ainda mais esse papel que já nos cabe, estamos adotando um conceito que poderíamos chamar de pró-social em nossa instituição, motivando ainda mais nossos colaboradores, funcionários e diretores a pensar socialmente, desenvolvendo parcerias, e apresentando projetos que atendam às comunidades locais, uma vez que já estão inseridos nelas. Podemos ser uma gota de solução no mar de problemas que é a assistência social brasileira, mas estamos fazendo a parte que nos cabe nesse rol de responsabilidades.
  Mãos à obra

contato: presidente@prosaude.org.br                                                            topo