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Administrador de
empresas e consultor em consultor Prontuário eletrônico: apenas questão de tempo O prontuário médico é um elemento fundamental e indispensável, além de obrigatório. A Resolução 1331/89 do Conselho Federal de Medicina (CFM) regula especificamente a questão da guarda das in-formações contidas no prontuário pelos estabelecimentos de saúde. O parecer do Conselho Federal de Medicina - CFM 14/93, de 16/09/1993, entende não haver obstáculo na utilização da informática para elaboração de prontuários médicos, desde que sejam preservadas as mesmas garantias dadas pelos registros médicos tradicionais. Sistemas de registros em papel demandam um elevado custo e grande trabalho de manutenção por parte das instituições de saúde: deficiências como ilegibilidade, multiplicidade de pastas e critérios de arquivamento, dificuldade de acesso, fragilidade do papel, perdas freqüentes de informações, falta de padronização e dificuldades de efetuar buscas e pesquisas, fizeram viabilizar a adoção dos prontuários eletrônicos. Os custos decrescentes da tecnologia da informação também contribuíram para tal evolução. As primeiras iniciativas para criação de prontuário eletrônico datam do final da década de sessenta, por algumas universidades americanas. No Brasil, as universidades que desenvolveram estudos nesse setor são a Escola Paulista de Medicina, a Unicamp e a USP, além de institutos ligados ao Hospital das Clínicas e Hospital do Coração. Hospitais localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, têm discutido e criado projetos de implantação de prontuários eletrônicos. É uma questão de tempo que os gestores hospitalares adotem o conceito. Além da evidente redução de custos e racionalização dos processos de gestão hospitalar, o prontuário eletrônico propicia, dentre outras vantagens, aumento da legibilidade, redução do volume de dados digitados, melhor acesso e velocidade de localização das informações, uso simultâneo, eliminação de dados redundantes e de pedidos de exames em duplicidade, permite visão múltipla dos dados (por exemplo, sumarização), a verificação automática dos dados (correção ortográfica), o apoio automático à decisão (alertas, do tipo paciente alérgico), propicia grande economia de tempo, achando-se os dados rapidamente, minimiza a falta de atenção aos detalhes e, finalmente, permite a busca coletiva, análises estatísticas e pesquisas. Com um mínimo de infra-estrutura tecnológica, os administradores hospitalares já podem pensar em implementar o conceito, pois existem hoje no Brasil diversas empresas de software e consultoria aptas a implementar sistemas de gestão hospitalar que contemplam tal ferramenta. Tais gestores só não devem se esquecer de que a decisão deve ser precedida de estudos técnico-funcionais que avaliem as reais necessidades da instituição e as possibilidades de integração com o sistema infor-matizado em uso. |