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Médico e administrador hospitalar
Os profissionais da saúde estão sempre trabalhando permeados por ações de urgência. O fato de trabalharem com saúde e doença, vida e morte, faz com que em primeiro lugar se convençam, e, depois, tentem convencer os outros, de que tudo o que fazem é urgente ou urgentíssimo, e que sempre trabalham muito e mais responsavelmente que os outros profissionais, simples mortais. A urgência nas ações é talvez uma forma de sentirem-se mais seguros. Assim se formou a cultura desses profissionais, em que tudo se justifica pela necessidade de atender cada vez mais o maior número de pacientes, sem a preocupação de identificar o que é realmente importante para garantir a segurança e qualidade da assistência. O planejamento e a preocupação em assegurar a qualidade da assistência, devem ser o foco dos profissionais ligados à prestação de serviços de saúde. Podemos implementar uma mudança imediata do hábito da urgência? Não. A verdade é que a maioria dos profissionais de saúde não sabem e nunca foram orientados de como priorizar suas ações. Executam as tarefas de forma não padronizada, sem o controle e monitoramento dos pontos de risco existentes em seus procedimentos. E sabemos que a ausência de lógica na busca de melhores resultados e maior desempenho fazem com que as pessoas desconheçam ou não valorizem o que é mais importante nos seus procedimentos de assistência. Esse despreparo no atendimento é potencializado pelos desafios das exigências atuais do mercado, dos compradores e usuários, que co-bram cada vez mais qualidade no atendimento. E como fazer? Bastará aumentar as habilidades dos nossos colaboradores de fazer mais coisas em menos tempo? Ou aumentar o número de horas de treinamento? Não, mais importante que tentar fazer as coisas mais certas é estar preocupado em fazer as coisas de uma forma correta, respeitando o planejamento prévio e a padronização das melhores práticas. E como fazer certo da primeira vez, garantindo melhorias contínuas e descartando as ações de urgência que não agregam valor ao cliente e colaborador? Implementando o "Gerenciamento de Processos". Descrever os procedimentos da assistência, definir a interrelação entre os diversos setores, definir as metas e os métodos para atingir o que foi proposto, criando uma estruturação dos procedimentos e protocolos. Somente depois das normas e rotinas descritas é que se deve implementar os treinamentos de capacitação dos colaboradores, focando a melhoria contínua, a qualidade da atenção. Só
poderemos falar em segurança e qualidade na assistência à
saúde quando reconhecermos as tarefas realmente importantes e descartarmos
todas as ações de urgência que não agregam
valor à assistência e impedem os profissionais da área
de exercer com eficácia suas ações e buscar melhorias
para atingir a excelência.
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