OUTUBRO
DE 2004
NÚMERO 45
ANO 4
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RACIONALIZAÇÃO

Água racionalizada
Procurar formas
de reduzir consumo
deve ser objetivo
constante de hospitais


 

Hospitais vivem buscando modelos de economia com o objetivo de reduzir custos. Uma dessas preocupações é com o consumo de água. "O Brasil possui 6.895 hospitais. Essa imensa rede de hospitais, além de ser obviamente fundamental no atendimento à saúde, é também grande consumidora de água tratada", explica o engenheiro Carlos Costa, especialista em programas de uso racional da água.

Para o especialista, devido às suas características, os hospitais tendem a ter elevado consumo de água, especialmente para banhos e no acionamento das bacias sanitárias, para atendimento de seus diversos públicos, ou seja, funcionários, pacientes e acompanhantes. Seria, portanto, óbvio que hospitais implantassem programas de racionalização do uso da água, com redução de consumo e diminuição de custos. Segundo Costa, porém, poucos de-les desenvolvem programas nesse sentido.

O engenheiro cita um exemplo que ele acompanhou. "No Hospital Albert Einstein, que implantou um programa desses, a economia poderá chegar a R$ 117 mil/mês na conta de água". O hospital, segundo Costa, vinha tendo elevado consumo e problemas de entupimento nas bacias sanitárias dos apartamentos. O hospital, com ajuda de uma consultoria, instalou um medidor de vazão na linha de alimentação de água e um contador de ciclos na válvula de descarga de um apartamento do hospital.

Após 20 dias de observação, o hidrômetro apontou números objetivos do consumo elevado: nesse período foram constatados 402 acionamentos da descarga da bacia sanitária, com consumo de 25 litros de água por acionamento. A consultoria propôs então a troca da bacia existente de 18 litros de capacidade por outra de seis litros e sifão de 50 mm, inicialmente sem regulagem da válvula de descarga. Depois de 30 dias, o resultado apontou 600 acionamentos, com consumo de 12 litros por acionamento. Em seguida, os técnicos da empresa regularam a válvula de descarga e constataram, em igual período, que o consumo havia baixado para 7,69 litros por acionamento num total de 11 acionamentos por dia. "Todo o investimento do hospital poderá ser ressarcido em seis meses de acordo com as planilhas do Einstein e da consultoria", afirma Costa.



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