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| EDITORIAL |
Há alguns anos, um anúncio para contratação de motorista profissional para atender executivos traria entre as exigências do cargo "saber dirigir bem". Hoje, esse mesmo anúncio provavelmente nem tocaria nesse item básico e não causaria surpresa se exigisse para o cargo inglês fluente e ótima comunicação verbal. Dirigir bem, como se vê, é condição indiscutível para o cargo. A demanda por profissionais, em razão do mercado global e de maior conscientização do consumidor, passou a agregar novas e maiores exigências.
A partir de uma realidade cada vez mais competitiva, ninguém mais cobrará dos profissionais o que já se espera que tragam dos bancos escolares: as qualificações mínimas para o cargo e cultura geral. No caso do administrador, que saiba administrar e bem. Este deverá sim ser um multiprofissional, capaz de entender de economia, programas de qualidade, marketing, comunicação, leis, hotelaria, que fale dois idiomas, tenha pós-graduação ou mestrado. Abaixo disso, ficará difícil ganhar a corrida pela preferência dos clientes.
Nesta edição, Notícias Hospitalares foi checar como caminham os cursos de administração hospitalar no Brasil. Eles estão preparando adequadamente os profissionais para enfrentar a dura realidade do mercado profissional no Brasil? Ou apenas criam multidões de recém-formados, sem preparo?
O repórter Paulo Celestino ouviu docentes, professores e pioneiros dos cursos de administração para colocar a questão na ordem do dia. São questões polêmicas que precisam ser debatidas. Alunos e educadores devem meditar sobre o assunto. O saúde do Brasil precisa de gente bem preparada.
Editor.