Administrador de
empresas e consultor em consultor em tecnologia da informação
na área da saúde
A
terceirização de TI em hospitais
Há anos as instituições
hospitalares estão familiarizadas com a terceirização
das atividades de diversas áreas, principalmente daquelas denominadas
de apoio como Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Tratamento
(SADT), Nutrição e Manutenção, entre outras.
Na edição passada, foi abordado
que a terceirização (ou outsourcing) da área de Tecnologia
da Informação é uma atividade com forte crescimento
nos últimos anos, uma vez que as instituições descobriram
que podem contar com serviços de empresas altamente especializadas,
com um custo-benefício bastante atraente. Além de reduzir
custos e aumentar a eficácia, essa decisão li-bera os esforços
da instituição para suas atividades-fim.
Entretanto, e de acordo com Fabiano Sanches,
diretor da HQS - Health Care Quality Solutions, ainda existem dois tabus
relacionados à terceirização da área de TI.
- Esse tipo de terceirização não
pode ser feita nos moldes das ou-tras áreas, pois, além
de visar a redução de custos, também visa a melhoria
dos processos e dos serviços prestados aos usuários e
a instituição hospitalar em geral não tem condições
de definir indicadores para medir a execução e a qualidade
dos serviços terceirizados.
- Ao contrário das demais áreas, a TI
concentra as informações vitais da instituição
e o cliente teme pela se-gurança e confidencialidade destas.
- Portanto, quando o hospital opta por estudar a adoção
da terceirização deve equalizar:
- Onde espera chegar, em termos de sistemas, num horizonte
razoável de tempo entre dois e cinco anos.
- Quanto investiria para que a atual equipe de TI se
capacitasse nas novas tecnologias (existentes ou não) e executasse
um projeto de desenvolvimento de sistema e implementação
de um suporte adequado à solução.
- Problemas de segurança e confidencialidade são
inerentes aos sistemas e não às equipes envolvidas (sejam
elas internas ou externas).
- Ainda de acordo com Fabiano Sanches, quando o hospital
opta pela terceirização é importante observar algumas
regras básicas:
- Iniciar a transição de comando com a
elaboração de um PDI Plano Diretor de Informática
para um período de dois a cinco anos.
- Cuidar para que a cultura vigente seja, na medida do
possível, preservada, evitando grandes choques culturais que
inviabilizem o projeto.
- Manter, se possível, pessoas da equipe atual
na equipe terceirizada.
- Definir metas de evolução, de atendimento,
de suporte e de utilização de orçamento.
- Definir linhas claras de comando interno e externo
e nível de serviço esperado para cada situação.
A observação dessas regras
básicas garantirá não só a contratação
de um serviço que agregará valor aos serviços prestados
pela instituição hospitalar, como também propiciará
uma sensível redução de custos - afinal hospital
não é fábrica de software nem empresa prestadora
de serviços de TI.
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