AGOSTO/SETEMBRO
DE 2003
NÚMERO 42
ANO 4
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Raul Marcos Fouyer

Administrador de empresas e consultor em consultor em tecnologia da informação na área da saúde

A terceirização de TI em hospitais

Há anos as instituições hospitalares estão familiarizadas com a terceirização das atividades de diversas áreas, principalmente daquelas denominadas de apoio como Serviços de Apoio ao Diagnóstico e Tratamento (SADT), Nutrição e Manutenção, entre outras.

Na edição passada, foi abordado que a terceirização (ou outsourcing) da área de Tecnologia da Informação é uma atividade com forte crescimento nos últimos anos, uma vez que as instituições descobriram que podem contar com serviços de empresas altamente especializadas, com um custo-benefício bastante atraente. Além de reduzir custos e aumentar a eficácia, essa decisão li-bera os esforços da instituição para suas atividades-fim.

Entretanto, e de acordo com Fabiano Sanches, diretor da HQS - Health Care Quality Solutions, ainda existem dois tabus relacionados à terceirização da área de TI.

  • Esse tipo de terceirização não pode ser feita nos moldes das ou-tras áreas, pois, além de visar a redução de custos, também visa a melhoria dos processos e dos serviços prestados aos usuários e a instituição hospitalar em geral não tem condições de definir indicadores para medir a execução e a qualidade dos serviços terceirizados.
  • Ao contrário das demais áreas, a TI concentra as informações vitais da instituição e o cliente teme pela se-gurança e confidencialidade destas.
  • Portanto, quando o hospital opta por estudar a adoção da terceirização deve equalizar:
  • Onde espera chegar, em termos de sistemas, num horizonte razoável de tempo entre dois e cinco anos.
  • Quanto investiria para que a atual equipe de TI se capacitasse nas novas tecnologias (existentes ou não) e executasse um projeto de desenvolvimento de sistema e implementação de um suporte adequado à solução.
  • Problemas de segurança e confidencialidade são inerentes aos sistemas e não às equipes envolvidas (sejam elas internas ou externas).
  • Ainda de acordo com Fabiano Sanches, quando o hospital opta pela terceirização é importante observar algumas regras básicas:
  • Iniciar a transição de comando com a elaboração de um PDI Plano Diretor de Informática para um período de dois a cinco anos.
  • Cuidar para que a cultura vigente seja, na medida do possível, preservada, evitando grandes choques culturais que inviabilizem o projeto.
  • Manter, se possível, pessoas da equipe atual na equipe terceirizada.
  • Definir metas de evolução, de atendimento, de suporte e de utilização de orçamento.
  • Definir linhas claras de comando interno e externo e nível de serviço esperado para cada situação.

A observação dessas regras básicas garantirá não só a contratação de um serviço que agregará valor aos serviços prestados pela instituição hospitalar, como também propiciará uma sensível redução de custos - afinal hospital não é fábrica de software nem empresa prestadora de serviços de TI.

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